Sistema aumenta produtividade na construção de laje sobre o estacionamento e os prédios anexos ao estádio; veja comparativo feito pelo consórcio construtor | Construção Mercado

Construção

Steel deck na Arena Castelão

Sistema aumenta produtividade na construção de laje sobre o estacionamento e os prédios anexos ao estádio; veja comparativo feito pelo consórcio construtor

Edição 148 - Novembro/2013
 

Divulgação: rótula metalúrgica

 

Quando as obras da Arena Castelão, na capital cearense, tiveram início, no final de 2010, uma das etapas que preocupava os construtores era a execução em apenas 100 dias de uma laje que cobriria o estacionamento com 1.900 vagas e o edifício da Secretaria de Esporte do Estado do Ceará, dando origem a uma ampla praça, anexa ao estádio.

O engenheiro Waldemar Biselli, gerente de contratos do Consórcio Castelão, conta que o cenário da construção civil na época pressionava a busca por soluções de ágil execução. "O mercado estava superaquecido, com escassez de carpinteiros, armadores e ajudantes com experiência. Além disso, tínhamos um prazo muito exíguo para executar os 25 mil m² de laje", resume Biselli. Ele lembra que a solução foi recorrer a sistemas industrializados para imprimir velocidade à execução com baixo índice de homem-hora.

Entre os vários sistemas considerados pelos construtores - como a laje nervurada e a laje maciça, ambas protendidas - o steel deck com vigamento metálico se sobressaiu, conta o engenheiro do Consórcio Castelão. O sistema consiste em chapas de aço galvanizado dobradas em formato trapezoidal e cobertas por uma capa de concreto. Com a solução, o tempo gasto na construção foi de três meses, contra seis meses, em média, no caso de estrutura convencional de concreto.

O que fez a diferença, segundo Biselli, foi o fato de ser possível executar 25 mil m² (Etapa 1) e depois mais 50 mil m² (Etapas 2, 3 e 4) sem a necessidade de cimbramento. Foi utilizada mão de obra subcontratada especializada nesse tipo de montagem para a realização dos serviços. Uma equipe enxuta, de 18 homens, deu conta da montagem. A laje mista trouxe, ainda, outras vantagens em relação à qualidade do acabamento e à facilidade para a passagem de dutos das diversas instalações.

 

COMPARATIVO  
Os índices de produtividade da montagem da laje foram mensurados pelo Consórcio Castelão e controlados por homem-hora (H.H) por metro quadrado. Confira:

Fonte: Consórcio Castelão.
Sequência executiva
Resumidamente, a montagem da laje na Arena Castelão seguiu a seguinte ordem (lembrando que, em função do tamanho da laje, muitos dos serviços puderam ser realizados simultaneamente):
- Montagem dos pilares pré-moldados de concreto (produzidos no canteiro).
- Montagem das vigas metálicas principais.
- Montagem das vigas metálicas secundárias.
- Fixação das chapas de steel deck.
- Colocação da armação sobre a laje.
- Concretagem.
Fonte: Eng. Pedro Gordilho, diretor da Rótula Metalúrgica.

 

Em média, lajes steel deck como a da Arena Castelão são montadas em um ritmo de 500 m²/dia, mas no estádio cearense esse índice atingiu o pico de 1 mil m²/dia, segundo dados da Rótula Metalúrgica, empresa responsável pela montagem. Entre os fatores que influenciam a produtividade da montagem do steel deck destacam-se:
- Boas condições climáticas: a ocorrência de chuvas não impede a montagem, mas influencia a velocidade da execução. Na obra em questão, houve pouca chuva.
- Acessos de máquinas, materiais e trabalhadores bem planejados: isso é fundamental para garantir fluidez à produção.
- Modulação uniforme: quanto mais repetições, maior a produtividade. Em compensação, a presença de recortes, balanços e interferências estruturais podem tornar a velocidade de montagem menor.
- Energia elétrica: sem energia o serviço não acontece. Não houve falta de energia no período de produtividade máxima obtida na obra.

 

PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>
Destaques da Loja Pini
Aplicativos