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Técnica Ilustrada

Veja os detalhes de execução do ensaio CPT

Por Aline Mariane
Edição 148 - Novembro/2013

O ensaio CPT consiste na cravação estática lenta de um cone mecânico ou elétrico que armazena em um computador os dados a cada 20 cm. O cone alocado nesta bomba hidráulica é penetrado no terreno a uma velocidade de 2 cm por segundo. O próprio equipamento, por ser hidráulico, crava o cone no terreno e funciona como uma prensa. Após cravado ele adquire os dados de forma automática e o próprio sistema captura os índices e faz o registro contínuo dos mesmos ao longo da profundidade.

Esse método fornece a resistência de ponta (qc), a resistência do atrito lateral (fs) e a correlação entre os dois (Fr, medida em %) que permitem a identificação do tipo de solo.

De acordo com a norma ABNT NBR 12069:1991 - Ensaio de penetração de cone in situ (CPT), as ponteiras do cone podem ser mecânicas ou elétricas. A ponteira elétrica possui um ou mais elementos elétricos para medir dentro da própria ponteira um dos componentes de resistência à penetração. A ponteira mecânica possui a mesma função, só que essa resistência é medida por meio de hastes internas. A norma relata como funciona todo o procedimento da execução do ensaio.

Geralmente, é necessário que o terreno tenha condições de acessibilidade para receber o equipamento que pode estar montado sobre um caminhão. Dentro da equipe que acompanha esse procedimento é necessário que haja algum engenheiro geotécnico.

1. Equipamento
Deve-se colocar o equipamento hidráulico no canteiro. É necessário espaço, pois o mesmo estará acoplado a um caminhão. O cone que será cravado no solo pode ter uma ponteira elétrica ou mecânica.

2. Posicionamento da ponteira de cravação
Deve ser posicionado de maneira vertical. O eixo das composição dos tubos externos deve coincidir com o da aplicação de esforços.

3. Execução
Com a ponteira já cravada no solo, a taxa de penetração atingirá uma profundidade de 2 cm por segundo. O sistema captura os índices.

4. Número de registros
O valor referente a cada componente de resistência de interesse deve ser registrado, no mínimo, a cada 20 cm de avanço da ponteira.

5. Medida de profundidade
Deve ser observada a profundidade em que se encontra a ponteira a cada novo registro.

6. Resultado
Deve-se apresentar todos os dados do que foi executado durante o ensaio. O relatório deve conter: descrição dos trabalhos, descrição da aparelhagem, apresentação do resultado de aferição do sistema de medição dos esforços, planta de locação detalhada dos pontos detalhados em escala e contendo dados planialtimétricos e gráfico dos valores de componentes de resistência em função da profundidade, em escala apropriada: para ensaio cone (resistência de ponta), para ensaio de cone-atrito (resistência de ponta e atrito lateral local)

Colaboração: Reportagem "Sondagem", revista Téchne, edição nº 83.

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