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Edição 148 - Novembro/2013
 

FABIO BERTI/SHUTTERSTOCK
Grande desconto anunciado por incorporadora era para uma parcela ínfima dos imóveis

 

Parece, mas não é
Uma companhia de capital aberto tem feito diversos anúncios publicitários para queimar seu estoque, com descontos anunciados de até 30%. No entanto, segundo o diretor da própria companhia, "o desconto de 30% é só uma chamada mercadológica". Isso porque o desconto médio não chega nem a 10%. "É muito mais de caráter promocional do que efetivo. Esse desconto de 30% vale para algumas unidades específicas, no fundo do empreendimento", explica o executivo da companhia.

O inimigo mora ao lado
Segundo o mesmo executivo, hoje em dia as incorporadoras têm um concorrente inusitado: o próprio corretor, que compra unidades no mesmo empreendimento em que ele está vendendo. "Você tem um empreendimento quentinho, todo mundo querendo comprar, aí os corretores compram no nome deles ou no de um parente e depois tentam revender", revela. Como solução, ele conta que, num determinado empreendimento de mais de mil unidades, foi preciso bloquear a venda para um mesmo CPF. "O flippador [investidor que compra para revender pouco tempo depois] é nosso pior concorrente", reclama.

Correria para protocolar
Segundo o diretor executivo de uma construtora paulista, já tem muita construtora se preparando para protocolar projetos de qualquer maneira, na prefeitura de São Paulo, para evitar que o projeto seja aprovado com base no novo Plano Diretor da cidade. "Tem empresa que já está protocolando uma folha de papel, só para protocolar mesmo. Isso está gerando uma correria muito grande", reclama o executivo.

BATE-ESTACA

Não aos topógrafos
De acordo com membros do setor de topografia, existem construtoras que vêm atribuindo a outros profissionais da obra o trabalho do topógrafo. "Eles falam que não querem mais o topógrafo, que ele só cria problema na obra e que o próprio mestre de obras pode tirar o prumo da parede, por exemplo. Ouvi isso na semana passada de uma construtora", disse um dos membros.

Agora é a nossa vez!
Outro membro do setor disse no mesmo evento estar surpreendido pelo fato de as empresas de loteamento estarem com mais espaço e visibilidade dentro da construção civil neste ano e sendo convidadas para participar de reuniões do setor. Para ele, isso se deve ao fracasso das grandes incorporadoras de capital aberto que tiveram de voltar para suas cidades originais depois de prejuízos em outras regiões.

KERIM/SHUTTERSTOCK

Vamos dividir?
Uma empresa de loteamentos afirmou, em evento do setor, estar brigando com a prefeitura de São Paulo para adquirir uma grande área da cidade. Segundo um representante da loteadora, a prefeitura quer transformar a área num centro de exposições enquanto eles querem construir um novo bairro. Para viabilizar essa construção, a loteadora sugeriu à prefeitura dividir o espaço e incluir este centro de exposições no bairro.

 

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