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Edição 149 - Dezembro/2013
Palto/shutterstock
TCU ouviu, mas não acatou nenhuma das sugestões das entidades do setor em acórdão polêmico

 

Diálogo houve...
O Tribunal de Contas da União (TCU) publicou novo e polêmico acórdão (no 2.622/2013) que define valores referenciais de taxas de Benefícios e Despesas Indiretas (BDI) para diferentes tipos de obras. O tema é uma briga antiga do órgão com as empresas do setor de construção. Logo na primeira página do extenso texto de 113 páginas, reforça-se que a Câmara Brasileira de Indústria da Construção (CBIC), o Sindicato Nacional da Indústria de Construção Pesada (Sinicon) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) foram convidados a participar do estudo-base que definiu as faixas de preço do BDI, numa clara tentativa de diálogo do órgão controlador com o setor privado.

... mas foi pouco produtivo...
Basta avançar no texto do Acórdão para descobrir que o diálogo não foi muito produtivo.
O próprio acórdão esclarece que após reuniões com representantes da FGV, o TCU decidiu que "diante da qualificação de seu corpo técnico, poderia prescindir de tal cooperação, de forma a não incorrer em dispêndios com a contratação da FGV". No caso do Sinicon, que havia se colocado à disposição do TCU para auxiliar nos estudos, o Acórdão informa que a entidade não apresentou nenhuma contribuição.

... bem pouco produtivo
Já a CBIC participou de reuniões com o corpo técnico do TCU e apresentou dois estudos sobre o assunto: um para subsídios técnicos para determinação das taxas de BDI de obras públicas e outro para BDI diferenciado para simples intermediação de materiais ou equipamentos relevantes. Porém, embora consideradas e debatidas, nenhuma das propostas da entidade foi considerada apropriada para definição das faixas referenciais de BDI.

A publicação do Acórdão também foi pouco produtiva para a ABNT, onde, com a própria participação de técnicos do TCU, uma comissão conduz atualmente trabalhos para o estabelecimento de diretrizes para a orçamentação de obras.

 

BATE-ESTACA

Suspensos pelo câmbio...
O setor da construção recebeu, nos últimos anos, enxurradas de investimento estrangeiro, mas tudo indica que a maré cambial se virou contra o segmento. Segundo um projetista de obras industriais, centros logísticos que foram construídos com dinheiro de fundos internacionais não estão conseguindo remunerar os investidores por conta da desvalorização do real.

... até segunda ordem
Segundo o projetista, por conta dessa desvalorização cambial, "muitos desses investimentos estão andando de lado e, por isso, em 2013 o setor teve muitos negócios postergados. Eram negócios montados, viabilizados, com terrenos comprados e projetos aprovados, mas foram postergados para o ano que vem", explica.

Texelart/SHUTTERSTOCK

Volta pra casa
O diretor de uma construtora de Recife conta que as incorporadoras de capital aberto estão diminuindo a atuação ou até desistindo de operar na região. "A maioria está apenas finalizando as obras para sair de vez da cidade e ficarem focados onde atuavam originalmente", conta. "Acho que agora o mercado vai voltar à normalidade", comemora.

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