Novos modelos para as regiões centrais | Construção Mercado

Construção

Editorial

Novos modelos para as regiões centrais

Edição 149 - Dezembro/2013
 

As grandes metrópoles brasileiras têm enfrentado escassez de áreas para novas moradias, escritórios e estabelecimentos comerciais. O resultado disso é bem conhecido do mercado imobiliário e dos moradores dessas regiões. As poucas áreas disponíveis ficam mais caras, "expulsando" moradores e empresas para bairros distantes. As cidades crescem para os lados, em vez de se compactarem, e sobrecarregam os sistemas de transportes, por conta do aumento dos deslocamentos. O contrassenso é que muitas metrópoles contam com amplas áreas centrais de baixa densidade populacional, em regiões que deveriam ser nobres, mas que estão degradadas por conta de legislações obsoletas, falta de incentivos ao desenvolvimento local e descaso com a conservação dos equipamentos públicos. A recuperação dessas áreas pode gerar novas oportunidades para o mercado imobiliário, tornar as metrópoles mais compactas e fornecer moradia de qualidade a todas as camadas da população. O desafio é como fazê-lo, e com quais recursos.

Muitas metrópoles contam com amplas áreas centrais de baixa densidade populacional, em regiões que deveriam ser nobres, mas que estão degradadas

A reportagem de capa desta edição mostra como três grandes projetos de reabilitação urbana estão lidando com a questão: Porto Maravilha, no Rio de Janeiro; Casa Paulista, em São Paulo; e Cais Mauá, em Porto Alegre. Todos têm em comum a participação do capital privado para ajudar a bancar as melhorias de infraestrutura e, em alguns casos, produção de moradias. Por outro lado, quanto à estrutura jurídica e financeira, são bastante diferentes entre si. Para entender as oportunidades e riscos embutidos em cada um deles, é fundamental conhecê-los a fundo.
Boa leitura!

Gustavo
Mendes editor

NEW MODELS FOR THE CENTRAL REGIONS
The large Brazilian metropolises are facing scarcity of areas for new homes, offices and commercial buildings. The result of this is well-known by the real estate industry and the residents of those areas. The few available areas become more expensive, "expelling" residents and companies to faraway districts. The cities grow to the sides instead of becoming compact, and overburden the transportation systems, because of the increase in displacements. The incongruity is that many metropolises have ample central areas with little population density, in regions that should be premium, but are degraded due to obsolete legislations, lack of incentives to local development and negligence with the conservation of public equipment. The recovery of those areas may generate new opportunities for the real estate market, make the metropolises more compact and provide quality residences to all social levels.

The challenge is how to do this, and with what resources.

This edition's cover story shows how three large urban rehabilitation projects are approaching that matter: Porto Maravilha, in Rio de Janeiro; Casa Paulista, in São Paulo; and Cais Mauá, in Porto Alegre. All three have in common the participation of private capital to help fund the improvements in infrastructure and, in some cases, the building of homes. On the other hand, regarding the legal and financial structure, they are very different one from the other. In order to understand the opportunities and risks imbedded in each one of them, it is essential to know them in depth.
Good Reading!

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