Para viabilizar a maior operação urbana consorciada do país, prefeitura do Rio lançou mão de sofisticada estruturação financeira com intermediação da Caixa Econômica Federal | Construção Mercado

Construção

Porto Maravilha

Para viabilizar a maior operação urbana consorciada do país, prefeitura do Rio lançou mão de sofisticada estruturação financeira com intermediação da Caixa Econômica Federal

Por Juliana Nakamura
Edição 149 - Dezembro/2013

Fragmentos da história
De acordo com Claudio Antonio S. Lima Carlos, professor-adjunto do Departamento de Arquitetura e Urbanismo do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, o início das atividades portuárias na região central do Rio ocorreu a partir do século 18, tendo como principal justificativa a sua localização estratégica. Posteriormente, ocorreu a transferência do mercado de escravos para o cais do Valongo, contribuindo para a transformação do lugar em polo desse tipo de comércio. Em 1897, surge o Morro da Favela (atual Morro da Providência), lugar de habitação de população de baixa renda.

O início do século 20 foi marcado por diversas intervenções urbanas, realizadas especialmente no Centro, empreendidas pelo Governo Federal e pela prefeitura. A região foi escolhida como local para abrigar as atividades portuárias. Em poucos meses, construiu-se o Cais da Gamboa, dotado de armazéns abastecidos por uma linha férrea.


A modernização do sistema viário da região portuária se pauta em três grandes obras: a demolição do Elevado da Perimetral, a transformação da Avenida Rodrigues Alves em Via Expressa e a construção da Via Binário do Porto

Na década de 1940 houve o apogeu das atividades do Porto, marcado pela construção do Píer Mauá e pela expansão do Cais da Gamboa. A ampliação e modernização ocasionaram a intensificação da ocupação dos bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo, caracterizada por uma população basicamente formada por estivadores, marinheiros, prostitutas e pessoas ligadas direta ou indiretamente às funções portuárias e comerciais.

Em 1858 é inaugurado o primeiro trecho da Estrada de Ferro Dom Pedro II (atual Central do Brasil). Nessa época, em função das facilidades proporcionadas pela proximidade ao porto, instalaram- se também na região diversas fábricas.

Ao longo do século 20, outras intervenções consolidaram a ideia do poder público municipal de que aquele deveria ser um mero local de passagem. Foi assim que se viu a implantação do conjunto de viadutos e vias expressas implantados por sobre a Avenida Rodrigues Alves e parte do bairro do Caju, a Avenida Norte-Sul, entre outras.

A partir dos anos 1970, o porto e o cais da Gamboa passaram a apresentar sinais concretos de obsolescência. A região chegou ao século 21 caracterizada como um local potencialmente valorizado devido à sua proximidade com o Centro da cidade. Com um alto índice de obsolescência de sua infraestrutura urbana, a área ostenta um conjunto arquitetônico de inestimável valor cultural, porém em estado precário de conservação, e uma população de baixa e média renda tradicionalmente ligada a sua história.

URBANIZATION WITH PRIVATE CAPITAL
The largest ongoing urban intervention in Brazil, comprehending an area of five million square meters, Porto Maravilha (Port Wonderful), is an audacious initiative to reverse the situation of abandonment of the Rio de Janeiro harbor zone. With a planning horizon of fifteen years, the plan is to increase the area's existing attractions, serving commercial, cultural, lodging and residential purposes. Town Hall expects, with this project, to increase the local population from 32 to 100 thousand inhabitants until 2020, as a consequence of the improvement in quality of local public services.

Porto Maravilha was born in 2009, from Municipal Law No. 101 that created the Consortium of Urban Operation for the Area of Special Urban Interest in the Rio de Janeiro Port Zone. The infrastructure is being built by the Porto Novo consortium, which signed with the municipality an agreement in the amount of R$ 7.6 billion, the largest ever signed in Brazil in the PPP (Government-Private Partnership) format. Besides building, the consortium will manage the services in the region such as streets and historic monuments conservation and maintenance, public lighting, urban cleaning and residential garbage collection until 2026.

The objective is that, by 2016, all the urban infrastructure and new urban transportation systems will be finished.


PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2 | 3 | 4
Destaques da Loja Pini
Aplicativos