Os prós da desaceleração | Construção Mercado

Construção

Editorial

Os prós da desaceleração

Edição 150 - Janeiro/2014
 

O Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil em 2013 frustrou as expectativas do setor. Em vez dos 3,5% projetados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), o índice fechou o ano com crescimento de apenas 2%, segundo projeção de dezembro. O valor deve ficar abaixo até do PIB do País - 2,5%, de acordo com projeção também de dezembro -, o que não ocorria desde 2005.

Mas se o crescimento não foi vigoroso, ao menos o setor desarmou uma bomba relógio, especialmente no segmento imobiliário. A acomodação do mercado permitiu que as empresas e o ambiente de negócios se tornassem mais seguros e previsíveis. Entre os avanços do ano, vale destacar: a) os preços dos imóveis que subiam muito acima de qualquer índice inflacionário, voltaram a patamares mais próximos à inflação e, portanto, adequados ao bolso dos consumidores; b) incorporadoras que expandiram sua atuação Brasil afora e perderam o controle efetivo sobre suas próprias obras voltaram para suas regiões de origem e aprimoraram a gestão dos canteiros; c) a priorização total da rentabilidade, em vez do volume de produção, como ocorreu anos atrás, foi a palavra de ordem das empresas do mercado imobiliário. (Para mais detalhes sobre o panorama de 2013 e perspectivas de 2014, leia o artigo "Perspectivas para o Real Estate", nesta edição).

A acomodação do mercado permitiu que as empresas e o ambiente de negócios se tornassem mais seguros e previsíveis

Para este ano, a expectativa do SindusCon-SP é que o PIB setorial evolua 2,8%; o emprego formal, 1,5%; e a produção de materiais, 3,6%. Os números são pouco animadores para um setor que vinha em ritmo forte. Mas se o volume de negócios não é promissor, fica a torcida para que as empresas do setor continuem com o processo de melhorias na gestão.

Um ótimo 2014 a todos!

Gustavo Mendes
editor

THE ADVANTAGES OF DECELERATION
The civil construction industry's Gross Domestic Product (GDP) in 2013 has frustrated the market's expectations. Instead of the 3.5% forecasted by the State of São Paulo Civil Construction Industry Union (Sinduscon-SP), the index closed the year with only 2% growth, according to the December estimate. This value may be even lower than Brazil's GDP - 2.5%, also according to the December estimate, which had not happened since 2005.

But if growth was not vigorous, at least a time bomb was disarmed by the sector, especially in the real estate segment. The market accommodation allowed companies and the business environment to become safer and more predictable. Among the advances of the year it is worth mentioning: a) the prices of real estate that were climbing far above any other inflation index, returned to growth nearer that of inflation and, therefore, adequate to the income of consumers; b) incorporators who expanded operations elsewhere in Brazil and lost effective control over their own buildings, backed up to their original regions and perfected their construction site management; c) the total prioritization of profitability, instead of production volume, as in the years before, was the key for the real estate market companies. (For more details on the outlook for 2013 and perspectives for 2014, read the article "Perspectives for Real Estate", in this edition).

For this year, Sinduscon-SP expects the industry's GDP growth to be of 2.8% ; 1.5% in formal employment; and 3.6% in production of materials. The numbers are not very encouraging for an industry that had been booming. But if the business volume is not very promising, we are hoping the sector's companies to at least continue their improvements in management.

We wish a prosperous 2014 to all!

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