Drywall | Construção Mercado

Debates Técnicos

Drywall

Mercado vem se expandindo impulsionado pela necessidade dos construtores de abreviar cronogramas de execução e de garantir o desempenho mínimo exigido em norma

Por Gisele C. Cichinelli
Edição 150 - Janeiro/2014

Mesa-redonda

Foto: Sofia Mattos


Marco Addor

diretor da Addor Associados Consultoria em Projetos

Foto: Sofia Mattos


Cristina Watake

gerente de assistência e formação técnica da Placo Saint-Gobain

Foto: Sofia Mattos



Omair Zorzi

gerente técnico da Knauf

Foto: Sofia Mattos


Eduardo de Barros Éboli

gerente de comunicação e inteligência de mercado da Gypsum Drywall

Foto: Sofia Mattos



Luiz Antonio Martins Filho

gerente executivo da Associação Drywall

Foto: Sofia Mattos


Leandro Bruhns de Faro

diretor de tecnologia da Método Engenharia

Foto: Sofia Mattos



José Roberto Leite

gerente de incorporação da BKO

Como vem evoluindo o mercado de drywall no Brasil?
Cristina Watake - Em 2012, registramos expansão de 15%. As obras referentes à Copa de 2014 têm impulsionado o segmento. O sistema também está sendo beneficiado pela necessidade de imprimir velocidade às obras e pela falta de mão de obra na construção civil. Estamos investindo em uma nova fábrica, na Bahia, que atenderá à região do Nordeste, com volume de produção similar à fábrica de São Paulo.

Marco Addor - O drywall é muito utilizado nos segmentos comercial e hoteleiro. Na área residencial, algumas construtoras têm utilizado o sistema, mas, em geral, o mercado imobiliário é conservador e também muito pulverizado. Isso dificulta a penetração do produto, ainda considerado inovador no Brasil. Vale lembrar que o drywall é um sistema modular e que permite atingir os desempenhos desejados em projeto, mas nem sempre é usado adequadamente, o que acaba prejudicando a imagem do produto.

O drywall está no Brasil há quase 20 anos e ainda é considerado um sistema inovador?
Addor - Sim. O drywall só é usado por construtoras que têm visão de negócio e precisam atender aos prazos exíguos de construção. É por isso que nos setores hoteleiro, de shoppings centers e corporativo, por exemplo, o sistema está bem consolidado.

Watake - No segmento residencial, ainda há preconceito com relação ao sistema. Mas os novos compradores, que têm acesso ao drywall fora do Brasil, percebem suas vantagens.

Leandro Bruhns de Faro - A maioria das incorporadoras ainda entende que o uso do drywall no segmento residencial é um risco. Apesar da garantia de prazo e racionalização, o cliente é reticente em usá-lo quando se trata de um imóvel para uso pelo proprietário. Há medo de que o sistema deprecie seu investimento. Das 13 obras que tocamos no momento, apenas uma não usa drywall, justamente residencial. Dessas obras, temos um residencial com drywall, mas com um perfil bem diferenciado, do tipo loft e destinado a um público mais jovem. Nesse nicho, conseguimos encaixar o produto.

Na década de 1990, o setor optou por focar os segmentos comercial e residencial de alto padrão, o que restringiu a expansão do uso do drywall. Como vocês avaliam essa estratégia?
Addor - Nessa época, não havia plantas produzindo o produto. A Método foi uma das empresas pioneiras no seu uso, sempre se baseando nas normas americanas e canadenses. Aos poucos, as empresas foram se instalando no Brasil. O mercado da construção civil é difícil, pois é estimulado pelo menor preço. Se por um lado algumas construtoras trabalhavam intensamente para implantar o sistema de acordo com as melhores práticas, por outro, havia aquelas que o desrespeitavam completamente.

Faro - Realizamos uma pesquisa de pósocupação após oito anos das nossas primeiras entregas de empreendimentos com drywall. O resultado foi bastante satisfatório.

Luiz Antonio Martins Filho - Nos anos 1990, só fazia sentido usar o drywall em obras rápidas, que eram as comerciais. Só em 2007, com a abertura de capital das empresas, o segmento residencial passou a se interessar por soluções racionalizadas.

O drywall ganhou espaço em outros segmentos de renda?
Omair Zorzi - No final dos anos 1990, fizemos um documento sobre o sistema para a Caixa Econômica Federal. Mas, na época, não havia interesse em agilizar a construção.

Martins Filho - Parte dos bancos ainda pensa em financiamento de obra baseado nos modelos de estudo, aprovação, medição e pagamento tradicionais. Um sistema industrializado começa a ser feito na fábrica, mas a medição e pagamento são na obra. Isso é um entrave. A medição a cada seis meses, por exemplo, não interessa aos modelos industrializados. O ideal seria contratar de forma que o pagamento fosse feito ainda na fase de produção.


PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2 | 3 | Próxima >>
Destaques da Loja Pini
Aplicativos