Nivelamento e tratamento de juntas merecem atenção especial durante a montagem de forros de drywall. Bom resultado depende do estrito atendimento aos procedimentos executivos descritos na NBR 15.758-2 | Construção Mercado

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Forro estruturado de drywall

Nivelamento e tratamento de juntas merecem atenção especial durante a montagem de forros de drywall. Bom resultado depende do estrito atendimento aos procedimentos executivos descritos na NBR 15.758-2

Por Juliana Nakamura
Edição 150 - Janeiro/2014
 
Divulgação: Knauf
No forro estruturado, as chapas de gesso são fixadas a uma estrutura metálica. O sistema, muito empregado em escritórios e espaços comerciais, pode ser fornecido com chapas perfuradas para maior absorção sonora

Cada vez mais utilizado, especialmente em escritórios e obras comerciais, o forro estruturado de drywall é formado pelo aparafusamento de chapas de drywall em estruturas de aço galvanizado.

Nesse tipo de sistema, cujas vantagens principais são o resultado monolítico, a possibilidade de embutir instalações e o desempenho acústico, a estrutura é suspensa por meio de pendurais. O pendural de uso mais frequente é composto por um tirante fixado na laje superior e um suporte nivelador. Há também pendurais compostos de perfis ou fitas metálicas. O perímetro do forro pode ser executado com cantoneira, no caso de forro estanque, ou tabica, no caso de forro dilatado.

Com forros de drywall é possível criar sancas e outros elementos decorativos, além de forros curvos e detalhes como rebaixos para a composição de volumes de teto e instalação de iluminação embutida.

Diretrizes de projeto e execução
Antes de iniciada a fixação, as placas de gesso devem ser cortadas nas medidas especificadas no projeto de forro, que também deve indicar a quantidade de tirantes, tabicas e reguladores, além da distância entre eles. De acordo com a NBR 15.578-2, a instalação deve acontecer apenas após a verificação dos seguintes itens:
- Compatibilidade com demais projetos (estrutura, vedações, instalações hidráulico- sanitárias, instalações elétricas, de comunicação e de dados, sistema de ar-condicionado, sprinklers, luminotécnica etc.).
- Proteção das aberturas da obra de forma a impedir a entrada de chuva e umidade.
- As vedações internas e externas que não fazem parte do sistema drywall devem estar acabadas conforme projeto.
- Os elementos construtivos na região do encontro com o forro de gesso acartonado deverão estar acabados.
- As saídas das instalações hidráulicas, elétricas, de ar-condicionado, sprinklers etc. devem estar posicionadas de acordo com o projeto, a fim de evitar cortes e aberturas no forro de gesso acartonado.
- A estrutura suporte, como a laje, deve ser dimensionada para suportar o peso do forro de gesso acartonado.

O forro de gesso acartonado deve ser dimensionado exclusivamente para suportar seu próprio peso. "Isso significa que esse sistema não admite nenhuma sobrecarga, nem mesmo de luminárias. Estas devem ser fixadas com estrutura própria", reforça o engenheiro e arquiteto Olavo Fonseca Filho, diretor da Sonar, empresa de projeto e consultoria nas áreas de acústica e drywall.

No caso de fixação de cargas nos forros, deve ser feita a previsão em projeto e devem ser respeitados os limites de segurança, considerando um coeficiente de segurança igual a três para a carga de uso em relação à carga de ruptura e um deslocamento máximo de 1/300 do vão para limitar a carga de uso, ou até 1/600 considerando a dimensão do forro e o aspecto estético requerido.

Olavo Fonseca Filho lista os principais aspectos a serem observados no projeto de forros de drywall:
- Tipo de placa e perfis a serem utilizados.
- Só devem ser utilizadas placas que atendam as normas brasileiras ABNT NBR 14.715, NBR 14.717, assim como os perfis devem atender a NBR 15.217.
- Deve ser adequadamente determinado o tipo de fixação e as condições do suporte de fixação do forro de acordo com o tipo da laje, tipo de telhado, tipo de estrutura etc.
- O projeto deve prever o perfeito espaçamento entre os perfis de estruturação do forro.
- O projetista do forro também deve prever e dimensionar as juntas de dilatação caso sejam necessárias em função dos vãos dos ambientes de acordo com as tabelas constantes nas normas técnicas da ABNT.
- Por fim, o profissional precisa observar as restrições de uso do sistema. O forro de drywall não deve ser empregado, por exemplo, em áreas como saunas e piscinas aquecidas.


CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO DOS SUPORTES NIVELADORES
a Massa mínima de revestimento de 275 g/m² - total nas duas faces
Fonte: Extraído de ABNT NBR 15.758-2:2009.

RESISTÊNCIA MECÂNICA DE FORRO ESTRUTURADO COM CANALETA ÔMEGA OU CANALETA C

FORRO ESTRUTURADO COM MONTANTES E UMA CHAPA DE GESSO DE 12,5 MM
Fonte: Associação Drywall.

Controle da montagem
Carlos Roberto de Lucca, gerente técnico da Associação Drywall, explica que a fiscalização dos serviços relacionados à instalação de forro estruturado de drywall deve se respaldar nos procedimentos descritos na ABNT NBR 15.758:2009 - Sistemas Construtivos em Drywall - Projeto e Procedimentos Executivos para Montagem. A parte 2 dessa norma discorre especificamente sobre os forros.

O texto descreve claramente todos os procedimentos executivos de montagem dos sistemas, além de critérios que devem ser adotados pelo contratante para o recebimento de forros prontos (não removíveis). Segundo a NBR 15.578-2 só devem ser aceitos:
1) forros com irregularidades gerais inferiores a 5 mm em relação a uma régua de 2 m de comprimento;
2) irregularidades localizadas inferiores a 1 mm em relação a uma régua de 20 cm de comprimento.

De Lucca ressalta que a execução das juntas merece atenção durante a instalação de forro de drywall. As chapas devem ter sido adequadamente colocadas e verificadas antes do tratamento das juntas, assim como a fixação dos parafusos, para que suas cabeças estejam faceando o cartão. "Se parafusos estiverem com as cabeças salientes, haverá dificuldades na aplicação da massa e se o parafuso perfurar o cartão, haverá deficiência na fixação das chapas", comenta o executivo da Associação Drywall.

Nas juntas entre paredes de drywall e forros de drywall, o tratamento deve ser executado com o uso adequado de fita de papel microperfurada e massa para juntas. Dependendo da forma executiva, caso haja folga entre a parede e o forro, sem o emprego de tabica, podem ser aplicadas molduras decorativas fixadas no forro ou na parede. Em forros estruturados, as juntas de movimentação devem ser executadas a cada 15 m, no máximo, em ambos os sentidos.

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