Região de conforto | Construção Mercado

Construção

Editorial

Região de conforto

Edição 151 - Fevereiro/2014
 

"As incorporadoras de capital aberto, que de 2007 a 2011 iniciaram um forte processo de expansão geográfica, agora estão concentrando a atuação novamente em suas regiões de origem"

 

Um novo movimento de mercado tem acontecido de modo sutil desde 2012. As incorporadoras de capital aberto, que de 2007 a 2011 iniciaram um forte processo de expansão geográfica, agora estão concentrando a atuação novamente em suas regiões de origem, ou seja, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Um mapa exclusivo preparado pela reportagem da Construção Mercado, comparando os locais de atuação dessas incorporadoras em 2010 e 2013, mostra essa concentração na região sede das grandes do setor. Essas empresas estão em busca de maior rentabilidade e, por isso, têm preferido concentrar a atuação nos mercados onde têm mais conhecimento. Afinal de contas, nos últimos anos as grandes incorporadoras amargaram estouros de custos e problemas pós-obra quando se aventuraram a construir em todo o Brasil.

Dada a dimensão dessas empresas e sua capacidade de impacto no volume de oferta de imóveis, preços de contratos e salários de profissionais, este movimento é relevante para todos os mercados, tanto os que estão recebendo maior atenção das grandes, como os que estão sendo abandonados por elas. Nos primeiros, a tendência é de uma competição ainda mais acirrada, disputa por terrenos e pressão nos preços dos imóveis. Já no caso dos mercados "abandonados", algumas incorporadoras estão promovendo leilões de estoques remanescentes que estão incomodando os concorrentes locais. No entanto, como o mercado imobiliário tem dinâmica complexa e que muda profundamente de acordo com a geografia e características socioculturais de cada cidade, os efeitos da saída ou chegada das grandes incorporadoras variam muito. Leia na reportagem de capa desta edição como algumas cidades têm se comportado diante desse novo movimento do mercado.

Gustavo Mendes
editor

Comfort Zone
A new market trend has been subtly taking place since 2012. Public-held incorporators, which from 2007 through 2011 began a rapid process of geographic expansion, are now again concentrating their efforts in their original regions, that is, São Paulo, Rio de Janeiro and Belo Horizonte. An exclusive map prepared by the Construção Mercado staff, comparing their target areas in 2010 and 2013, shows the concentration in the headquarters regions of the industry's big companies. These companies are seeking higher profitability and, therefore, have preferred to concentrate their operations in the markets with which they are more familiar. After all, in the last few years the large incorporators suffered cost overruns and post-building problems whenever they ventured to build in the entire Brazil.

Given the dimension of these companies and their capacity for impacting the supply of real estate, contract prices and professionals' salaries, this movement is relevant to all the markets, those receiving more attention from the big ones, as well as those abandoned by them. In the former, the trend is an even fiercer competition, disputes for the lots and pressures in real estate prices. Meanwhile, in the "abandoned", markets some incorporators are promoting auctions with the remaining stocks of property, which is bothering local firms. However, as the real estate market has very complex dynamics and changes abruptly according to geography and sociocultural characteristics in each city, the effects of leaving or entry of the big incorporators vary a lot. Read in this edition's cover story how some of the cities have behaved in face of this new market trend.
Gustavo Mendes
editor

 

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