Laje de concreto armado x Laje plana - Primeira alternativa ficou cerca de 11% mais barata comparada a segunda para residencial econômico de 13 pavimentos em Goiânia | Construção Mercado

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Custo Comparado

Laje de concreto armado x Laje plana - Primeira alternativa ficou cerca de 11% mais barata comparada a segunda para residencial econômico de 13 pavimentos em Goiânia

Aline Mariane
Edição 151 - Fevereiro/2014
 

DIVULGAÇÃO: CMO Construtora

A construtora CMO, que atua no mercado imobiliário de Goiás, realizou um comparativo entre laje de concreto armado e laje plana para a construção de um residencial que está em processo de aprovação na prefeitura e será construído no setor Parque Oeste Industrial, em Goiânia. O empreendimento está enquadrado no programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal. Terá 13 pavimentos e oito apartamentos por andar, com cerca de 54,5 m² cada.

Após fazer o estudo comparativo, a construtora verificou que a laje convencional - executada na maioria de suas obras - ficaria aproximadamente 11% mais barata comparada à laje plana. Por conta deste custo mais baixo, a empresa optou por executar a laje em concreto armado. "Fizemos o estudo justamente para tentar viabilizar e buscar alternativa de processo, que principalmente reduzisse a mão de obra do carpinteiro na obra, mas os números ainda mostraram que numa construção com estas características, para este prédio que fizemos o estudo, ainda vale a pena usar a laje de concreto armado", afirma Mariana Cátima, gerente de planejamento da construtora. "Vale a pena mais pela questão financeira, em termos de qualidade os dois tipos de lajes atendem bem e seguem os padrões de norma", complementa.

No comparativo elaborado, os valores mais significativos, de acordo com a construtora, são relacionados ao concreto, aço e fôrma. No primeiro, não houve nenhuma redução significativa em termos de quantidades porque na laje plana, mesmo podendo reduzir alguns pilares, a espessura da laje é maior, o que oneraria quase a mesma quantidade de concreto ou até um pouco mais em relação à laje de concreto armado. Em relação ao aço, como o empreendimento é de 13 pavimentos e a taxa de aço em um residencial deste porte já é um pouco baixa, segundo Mariana, quando analisada a laje plana, a taxa de redução deste material não é tão significativa.

Com isto, a construtora observou que se eles estivessem realizando o comparativo para uma obra com mais pavimentos, como por exemplo, 30, na qual a taxa de aço seria de 90 kg/m³ a 100 kg/m³, a laje plana começaria a compensar porque forneceria uma redução de taxa de aço.

 

O estudo mostrou que para edificações com poucos pavimentos, como é o caso, a taxa de aço no sistema convencional já é menor e, portanto, não proporcionará uma diferença significativa na redução do aço. A quantidade de concreto não foi reduzida porque há redução de pilares, mas o aumento da espessura da laje supera esta redução.

 

A construtora destaca algumas observações sobre o comparativo realizado:

Não foi considerada redução do número de escoramento. Na laje plana esta quantidade deve ser menor, o que diminuirá a diferença de valor entre os dois processos, já que a laje convencional de concreto armado utiliza um número maior de escoras.

Foi considerada a utilização de viga de bordo no perímetro da laje plana por opção da empresa para evitar a utilização de contravergas nas janelas. No entanto, esta viga não tem caráter estrutural e pode ser eliminada se for preferência do construtor.

Deve-se considerar que comercialmente a laje plana é mais atrativa para o cliente uma vez que dá maior flexibilidade de locação de paredes, por não ter vigas no teto. Por isso, ela se torna bastante interessante para apartamentos maiores que possuem a possibilidade de personalização e para salas comerciais.

Aline Mariane Apoio de engenharia: Fernando Benigno/PINI Consultoria

Esta seção mostra estudos feitos pelas construtoras. As projeções só valem para o caso apresentado. O sistema apontado como mais competitivo pode mostrar-se inviável em obras com outras características e dimensões. O estudo apresentado não deve ser tomado como padrão estrito para decisões de orçamento e escolha de materiais ou sistemas. Construtoras poderão enviar estudos comparativos para publicação nesta seção. Fale com a Redação pelo telefone (11) 2173-2303 ou envie e-mail para construcao@pini.com.br.

 

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