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Edição 151 - Fevereiro/2014
 

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Uma grande incorporadora que não atua mais em Goiás deixou seus clientes sem assistência técnica adequada

 

Debandada das grandes
Segundo incorporador que atua em Goiás, uma empresa de capital aberto vendeu todos os seus imóveis na região e voltou para sua cidade sem se preocupar em fornecer assistência técnica aos seus clientes no Estado. "Estamos ouvindo algumas reclamações por causa disso. Se a empresa não tem mais estrutura na cidade, como é que fica a assistência técnica? Teve um caso em que a empresa pediu um mês para fazer o atendimento porque não tinha mais estrutura e estava procurando uma construtora local para resolver", conta.

Burocracia contra os pequenos
Embora existam verbas disponíveis para diversos projetos públicos, muitas vezes elas se tornam inacessíveis para municípios de pequeno porte. Além da dificuldade para desenvolver projetos, as cidades pequenas ainda têm pouca estrutura para lidar com as exigências burocráticas. "O maior desafio foi elaborar as propostas e passar por todos os trâmites e burocracias do Governo Federal e da Secretaria do Tesouro Nacional", aponta uma fonte da prefeitura de uma cidade do interior paulista, que obteve verbas para uma obra após longo processo. Segundo essa fonte, as demandas não partem apenas do Estado brasileiro - a burocracia de organismos internacionais de financiamento também acaba privilegiando municípios maiores.

Tecnologia para licitações
O consórcio responsável por uma grande obra viária no Estado de São Paulo adquiriu equipamentos de ponta para a execução de obras de arte especiais. Os investimentos se justificam, na opinião dos diretores da empresa, porque a intenção é utilizar muita inovação tecnológica na execução dos próximos projetos. O consórcio já está de olho em outra licitação no Estado - e pretende conquistar a posição de líder em tecnologia para garantir um diferencial competitivo.

 

BATE-ESTACA

Equipamento barato...
A entrada de novos produtos chineses no mercado brasileiro, desde 2007, causou desajustes no segmento de locação de equipamentos para a construção civil. De acordo com o diretor de uma empresa do setor, a queda nos preços provocada pelos equipamentos chineses proporcionou o surgimento de aventureiros, que passaram a concorrer com empresas estruturadas, proprietárias de equipamentos de qualidade e com custos já definidos.

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... concorrência cara
Segundo a mesma fonte, a visão de retorno das empresas aventureiras é diferente das tradicionais, pois ela chega a comprar equipamentos por um terço do preço. "Aí começa a briga: a empresa tradicional, com departamento de engenharia e várias filiais pelo Brasil, abaixa o preço de um lado; a empresa aventureira, que só tem um escritório e terceriza a montagem, abaixa de outro", conta.

Análise de risco
Referindo-se à correta aplicação de uma norma de segurança, o experiente diretor de uma empresa de engenharia questiona a competência de órgãos públicos para analisar projetos. "O problema sempre ocorre quando alguns curiosos tentam apresentar projetos junto a órgãos públicos e não sabem o que estão fazendo. E o pior, os órgãos públicos, todos eles, em todas as esferas, não sabem analisar tais projetos", aponta.

 

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