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Plataformas aéreas são versáteis e podem ser utilizadas em diversas atividades em altura que demandam agilidade

Por Kelly Carvalho
Edição 151 - Fevereiro/2014
Marcelo Scandaroli
Quedas e choques elétricos são os principais riscos a serem evitados no uso das plataformas

Criadas para dar mais praticidade e segurança nos trabalhos em altura, as plataformas de trabalho aéreo (PTAs) são bastante versáteis, com tamanhos compactos e alcance que pode chegar a 15 pavimentos. Esses tipos de equipamentos podem ser utilizados em locais estreitos e nos serviços que demandam deslocamento tanto na vertical quanto na horizontal, além de operar em áreas desniveladas.

O uso das PTAs é difundido principalmente em obras industriais, que apresentam muitas instalações aéreas, como sistemas de combate a incêndios, por exemplo. Mas também podem auxiliar a execução de estruturas de edificações, coberturas e manutenção das instalações de edifícios.

No uso das plataformas aéreas, quem realiza o serviço na obra é o próprio operador do equipamento. Por isso, deve passar por um treinamento específico, conforme a Norma Regulamentadora 18 (NR-18) para o uso da plataforma.

Especificações
De acordo com definição da NR-18, a plataforma de trabalho elevatória é um equipamento móvel, autopropelido ou não, dotado de uma estação de trabalho, como cesto ou plataforma, e sustentado em sua base por haste metálica ou tesoura, capaz de erguer-se para atingir ponto ou local de trabalho elevado.

As PTAs se dividem em vários grupos e se diferem de acordo com necessidades construtivas. Os equipamentos podem ser elétricos - acionados por bateria ou alimentação alternada -, ou movidos a diesel. Atingem alturas de mais de 40 m, com capacidade de elevação que pode ser individual, com cerca de 157 kg, e chegar a até 1.100 kg.

Cotação de preços e fornecedores
De acordo com Armando Nassif, diretor de plataformas aéreas de trabalho da Associação Brasileira das Empresas Locadoras de Bens Móveis (Alec), no caso de locação, a empresa fornecedora deve apresentar os planos de manutenções preventivas dos equipamentos, laudo e Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) fornecida por engenheiro mecânico.

Segundo Nassif, o contrato de locação deve definir as condições de entrega ao cliente de um equipamento com características técnicas que atendam ao serviço a ser executado, em boas condições de manutenção e conservação e de treinamento para a correta operação do equipamento. "Atualmente, os contratos já estão bastante complexos e a maioria deles repassa ao locador várias das obrigações previstas nas normas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no que tange à execução do plano de manutenção preventiva dos equipamentos e nos aspectos de formalização do registro de emprego e qualificação dos técnicos de campo que farão os atendimentos", comenta.

Para Jane Belem, engenheira civil e de segurança do trabalho do Serviço Social da Construção do Rio (Seconci-Rio), o treinamento é um dos pontos de maior atenção quanto ao uso do equipamento. "A responsabilidade pela operação e controle é um item importante. Não adianta a máquina estar nova se quem vai operar não está capacitado", comenta. Segundo ela, queda em altura e choques elétricos são os maiores riscos a que os operários estão sujeitos no uso das plataformas, por isso, o construtor deve observar se os equipamentos estão de acordo com as normas de segurança principalmente com relação a estes dois itens.

 

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