Fôrmas e escoramentos podem induzir ganhos de produtividade, além de agregar economia e qualidade à estrutura. Conheça as principais tecnologias disponíveis e suas aplicações | Construção Mercado

Construção

Fôrmas e escoramentos industrializados

Fôrmas e escoramentos podem induzir ganhos de produtividade, além de agregar economia e qualidade à estrutura. Conheça as principais tecnologias disponíveis e suas aplicações

Por Juliana Nakamura
Edição 152 - Março/2014

Conheça os sistemas

divulgação: SH Fôrmas
Os sistemas de escoramento de aço ou alumínio têm como características principais ajustes precisos, resistência, uniões e encaixes simples

Escoramentos metálicos
Os escoramentos metálicos são peças tubulares de aço ou de alumínio, telescopadas e graduadas, utilizadas como suporte de fôrmas para estruturas de concreto. Têm a importante função de sustentar as cargas e transferi-las ao chão. Indicado para diversos tipos de obras, desde edifícios a obras de arte, o sistema é composto, principalmente, por escoras pontuais, torres e vigas. Os escoramentos metálicos podem, ainda, contar com acessórios, como sapatas e suportes ajustáveis (para regulagem da altura da torre); diagonal transversal tubular (utilizada para contraventar a torre no sentido horizontal); e colunas de amarração e braçadeiras fixas ou articuláveis (para o alinhamento e o travamento em vários níveis e direções das torres entre si, evitando deformações e deslocamentos).

O dimensionamento correto dos escoramentos metálicos leva em consideração a sobrecarga e as características mecânicas dos materiais (aço e alumínio). A superfície onde o escoramento será instalado, o tipo de fôrma e de concreto a serem usados também impactam diretamente nos espaçamentos das escoras.

Embora à primeira vista pareçam semelhantes, os sistemas de escoramento metálico disponíveis no mercado diferem entre si com relação à facilidade na montagem e à capacidade de carga. Vale ficar de olho nesses dois quesitos, já que ambos interferem a produtividade da mão de obra.

divulgação: SH Fôrmas
Sistema de fôrmas composto por perfis e painéis de alumínio é utilizado na execução de paredes de concreto na construção de unidades habitacionais

Fôrmas metálicas
Com alto grau de reutilização, as fôrmas metálicas (de aço ou alumínio) são utilizadas principalmente quando há repetição da estrutura e quando se procura conferir ótimo acabamento superficial ao concreto. Em função de sua durabilidade e custo elevados, esse sistema é normalmente fornecido por empresas para locação. Nesse caso, o prazo de utilização influi diretamente no custo da solução.

Uma geometria extremamente recortada e não direcionada ao uso de painéis modulados pode comprometer o uso desse tipo de solução. Em contrapartida, quando o projeto leva em conta a modulação dos painéis metálicos e a estrutura conta com reduzido número de vigas, a produtividade obtida com o uso de fôrmas metálicas costuma ser alta.

Na hora de avaliar um sistema de fôrmas metálicas vale observar a quantidade de peças soltas e frágeis (quanto menos itens, menor é o risco de perdê-los) e se há necessidade de uso de ferramentas especiais para sua montagem. No caso de locação, a indenização por peças avariadas ou perdidas é um aspecto que costuma gerar conflitos entre fornecedor e contratante. Por isso, recomenda-se atenção ao firmar o contrato.

''O principal benefício das fôrmas de alumínio é sua vida útil, que pode chegar a até mil utilizações se bem utilizada'', analisa o projetista de fôrmas Nilton Nazar. Isso significa que cuidados são importantes, principalmente no manuseio das peças. Se uma fôrma é derrubada ao chão, pode sofrer sérios danos, principalmente de amassamento e, por consequência, ficará inutilizada.

Divulgação: Termotécnica
As fôrmas de papelão são utilizadas basicamente em pilares de seção circular. Sua principal vantagem é ser uma fôrma autoestruturada, necessitando apenas de elementos de posicionamento e prumo

Fôrmas de papelão
Disponíveis em comprimentos variados, as fôrmas de papelão são utilizadas principalmente na construção de colunas e caixões perdidos. De forma geral, esse tipo de fôrma é produzido em papel kraft e semikraft de diversas espessuras, enrolados helicoidalmente. As peças são tratadas com colas e resinas, que lhes conferem rigidez, além de receberem uma camada interna de papel não aderente ao concreto e são disponibilizadas em diâmetros variados e espessuras que vão de 3 mm a 8,5 mm.

As fôrmas costumam suportar bem as cargas da concretagem. O peso mais leve em comparação a outros sistemas, como PVC, madeira e aço, facilita o manuseio e induz à redução de mão de obra na execução, que não precisa de especialização. Para se ter uma ideia, uma fôrma de 150 mm de diâmetro interno pesa cerca de 1,4 kg/m.

''Esse tipo de solução é mais interessante por aliar ótimo resultado superficial do concreto com a facilidade de uso e manuseio no canteiro'', avalia o consultor de fôrmas Nilton Nazar. Esse tipo de material, no entanto, não é reutilizável. Após a cura do concreto, o invólucro de papelão é rasgado e desprezado, fazendo com que o sistema se torne mais competitivo em obras em que está prevista apenas uma utilização da fôrma. ''A partir de duas utilizações, começa a valer a pena pensar em outras soluções, como a fôrma de compensado de madeira'', alerta Nazar. Além disso, as fôrmas de papelão demandam cuidado especial com sua estocagem e montagem, pois os tubos podem ser facilmente danificados por ações mecânicas ou umidade excessiva.

Quando preenchidas com EPS (poliestireno expandido), as fôrmas de papelão podem ser utilizadas em pilares de formatos variados, além da cilíndrica. As empresas abrem a possibilidade, ainda, de projetar fôrmas de acordo com a necessidade do construtor, desde que as dimensões desejadas sejam compatíveis com os diâmetros máximos dos tubos disponíveis.

Marcelo Scandaroli
As fôrmas plásticas combinam leveza e resistência. É importante analisar, contudo, a estruturação dos painéis, pois são suscetíveis à deformabilidade

Fôrmas plásticas
As fôrmas plásticas para moldar estruturas de concreto são utilizadas principalmente para a execução de lajes nervuradas e, mais recentemente, para produção de paredes de concreto. Leveza, facilidade de montagem e desmontagem, além de custo competitivo são algumas das vantagens associadas a esse tipo de equipamento.

Para atender aos esforços inerentes à concretagem, as fôrmas plásticas devem ter rigidez e resistência mecânica para não se deformar, fissurar ou quebrar durante o processo. Os encaixes também precisam garantir a estanqueidade do conjunto, evitando vazamentos da nata de cimento.

Segundo o engenheiro Nilton Nazar, a escolha da fôrma plástica inicia-se com a definição do partido estrutural, a ser estipulado pelo arquiteto em conjunto com o projetista estrutural e com o construtor.

O construtor, aliás, deve buscar fornecedores que disponham de linhas de produtos que atendam à geometria específica da sua obra, dando especial atenção à altura das fôrmas e à espessura das nervuras, além do comprimento e da largura de cada peça.

A montagem das fôrmas pode ser feita de duas maneiras: distribuídas lado a lado sobre painéis de compensado ou apoiadas diretamente sobre o sistema de escoramento (sistema drop-head). A opção por um sistema ou por outro dependerá das necessidades do projeto de cada obra - o sistema drop-head tem montagem e desmontagem mais rápidas, mas o sistema que utiliza base de compensado permite o uso de fôrmas com geometrias diferentes em cada pavimento (por exemplo, na garagem e nos pavimentos-PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2

Destaques da Loja Pini
Aplicativos