A nova realidade dos imóveis corporativos | Construção Mercado

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Editorial

A nova realidade dos imóveis corporativos

Edição 153 - Março/2014

O longo ciclo do produto imobiliário, que pode levar anos entre a decisão de investimento e seu efetivo lançamento, é um dos principais desafios deste mercado. O empreendedor precisa planejar o produto hoje, pensando no comprador de anos à frente. No segmento residencial, cujo mercado e demanda são amplos, alguns erros de planejamento podem ser diluídos. No segmento de escritórios corporativos é diferente. Como a demanda é pontual, sobreofertas têm forte impacto na taxa de vacância e nos preços de locação. É o que está ocorrendo agora no mercado corporativo. De acordo com a pesquisa Marketbeat da Cushman & Wakefield, a taxa média de vacância dos empreendimentos classe A no Brasil aumentou 4,6 pontos percentuais, saindo de 13,2% no último trimestre de 2012 para 17,8% em igual período de 2013.

O motivo para esse período de baixa está no alto volume de empreendimentos entregues em 2013

No mesmo intervalo, o preço pedido pelo metro quadrado corporativo caiu 12,3%, de R$ 123,6 para R$ 108,4.

O motivo para esse período de baixa está no alto volume de empreendimentos entregues em 2013, que somou 1,1 milhão de metros quadrados em todo o Brasil, mais que o dobro dos 500 mil m² entregues dois anos antes, em 2011. Esse volume é resultado de uma condição de mercado de anos atrás. Em 2007 e 2008, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 6,1% e 5,2%, respectivamente. As incorporadoras imobiliárias estavam capitalizadas, e as empresas locadoras idem. Havia demanda, o mercado imobiliário correu para atendê-la, mas foi pego no contrapé. As perspectivas da economia se deterioraram e o volume entregue foi exagerado para a demanda atual. Este é o pano de fundo da reportagem de capa desta edição, que mostra como a nova realidade do mercado tem afetado incorporadoras, investidores e inquilinos.

Gustavo Mendes
editor

CORPORATE REAL ESTATE'S NEW MARKET REALITY
The long product cycle of the real estate product, which can take years between the investment decision and its actual release, is one of the main challenges of this market. The entrepreneur needs to plan the product today and think about the buyer who is years ahead. In the residential segment, where market and demand are extensive, some estate planning errors can be diluted in the market. The corporate office segment is different. As demand is punctual, oversupply has a strong impact on the vacancy rate and rental prices. This is what's happening now with the corporate market. According to the survey Marketbeat of Cushman & Wakefield, the average vacancy rate for Class A projects in Brazil increased 4.6%, from 13.2% in the last quarter of 2012 to 17.8 % in the same period of 2013. In the same time range, the price charged per corporate square meter fell 12.3 %, from R$123.6 to R$108.4.

The reason of this downturn period is the high volume of projects delivered in 2013, which reached an amount of 1.1 million m² across Brazil, more than the double of the 500,000 m² delivered two years earlier, in 2011. This large volume is the result of a market condition of years ago. In 2007 and 2008, the Brazilian GDP (Gross Domestic Product) grew 6.1% and 5.2% respectively.

The real estate developers, as well as the leasing companies, were capitalized companies. There was demand, so the real estate market ran to answer it, but it was caught by surprise. The prospects of the economy deteriorated and the volume delivered was excessive for the current demand. This is the background of this edition's cover story, which shows how the new market reality has been affecting developers, investors and tenants.

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