Tubulação PEX x Tubulação de cobre - Sistemas para tubulação de gás são comparados pela Construtora Elohim. Tubulação PEX apresenta vantagem e gera economia de aproximadamente 19% em relação ao sistema de cobre | Construção Mercado

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Custo Comparado

Tubulação PEX x Tubulação de cobre - Sistemas para tubulação de gás são comparados pela Construtora Elohim. Tubulação PEX apresenta vantagem e gera economia de aproximadamente 19% em relação ao sistema de cobre

Por Aline Mariane
Edição 153 - Março/2014

Para escolher o sistema de gás da obra do empreendimento La Première Residence, em Maringá (PR), a construtora Elohim decidiu realizar um comparativo entre dois sistemas, o sistema PEX (tubos multicamadas), que não era utilizado pela empresa, e o cobre, convencionalmente utilizado para esta finalidade. "Decidimos realizar o comparativo na busca por um material que apresentasse maior agilidade na execução do sistema de gás e menor quantidade de problemas de vazamentos, principalmente por utilizar gesso acartonado nas paredes internas dos edifícios que construímos", conta Hugo Sefrian Peinado, engenheiro civil da Construtora Elohim.

O sistema de tubulação PEX para gás gerou economia de 19,31% comparado ao sistema de tubulação com cobre. Logo, foi escolhido pela Elohim, não apenas pela questão econômica, mas também por gerar outras vantagens na obra. Hugo Sefrian Peinado destaca que, além do preço e da maior produtividade na execução das tubulações de gás, uma vantagem na utilização do PEX em relação ao cobre é justamente a quantidade de pontos de união. "O PEX, por apresentar flexibilidade, exige menor quantidade de uniões/junções, diminuindo, por conseguinte, pontos potenciais de vazamentos", explica. Peinado acrescenta que, após a montagem da tubulação sobre o pavimento, seja em cobre ou PEX, antes da execução da argamassa de regularização, deve-se fazer uma camada de proteção mecânica (com argamassa) sobre a tubulação para evitar que o tráfego de materiais e pessoal durante a execução da regularização do piso danifique a tubulação de gás.

De acordo com Miguel Fujinami, engenheiro civil e sócio-diretor da Construtora Elohim, o tubo multicamada é resistente quanto a agentes corrosivos. A construtora trabalha com paredes de gesso acartonado nos empreendimentos, logo, existe o risco da tubulação de gás entrar em contato com os perfis metálicos que estruturam a parede. "Portanto, com a opção pelo cobre, poderia haver corrosão em função desse contato e um consequente vazamento de gás", ressalta Fujinami. O sócio-diretor da Construtora Elohim destaca que, na manutenção de um tubo multicamada em função de um vazamento, a conexão é perdida e é necessário abrir uma área maior para ter acesso ao local por causa das ferramentas a serem utilizadas, o que não ocorre com o cobre, já que o serviço com solda exige apenas uma pequena abertura no local do vazamento. O que torna o cobre interessante nesta questão.

Ainda, segundo informações fornecidas pela construtora e adquiridas com seus fornecedores, o tubo de multicamada vem sendo bastante utilizado em redes de distribuição de GLP com pressão máxima de operação de 5 BAR.

Observações da construtora sobre o comparativo:
- A mão de obra de execução da rede de gás em PEX ou em cobre e da instalação do medidor são empreitadas para equipes especializadas;
- Para realização de furos em lajes, o engenheiro responsável pelo dimensionamento da estrutura foi consultado e esse serviço somente foi liberado com a autorização do responsável;
- A passagem de conduítes entre as caixas de medição de cada andar foram realizadas por equipes empreitadas;
- A ligação entre caixas de medição prevê, futuramente, quando se optar por instalar medição remota de gás, que já haja infraestrutura adequada para essa adequação;
- O recorte das paredes de alvenaria para passagem de conduítes para o embutimento da caixa de medição e a execução da proteção mecânica das tubulações de gás foram executadas por colaboradores da própria obra.


OPÇÃO A - TUBULAÇÃO PEX PARA GÁS
OPÇÃO B - TUBULAÇÃO DE COBRE PARA GÁS

Apoio de engenharia: Fernando Benigno/PINI Consultoria

Esta seção mostra estudos feitos pelas construtoras. As projeções só valem para o caso apresentado. O sistema apontado como mais competitivo pode mostrar-se inviável em obras com outras características e dimensões. O estudo apresentado não deve ser tomado como padrão estrito para decisões de orçamento e escolha de materiais ou sistemas. Construtoras poderão enviar estudos comparativos para publicação nesta seção. Fale com a Redação pelo telefone (11) 2173-2303 ou envie e-mail para construcao@pini.com.br.

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