Vacância em alta, preços em baixa. Entenda os desdobramentos dessa nova realidade do mercado de escritórios corporativos | Construção Mercado

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Vacância em alta, preços em baixa. Entenda os desdobramentos dessa nova realidade do mercado de escritórios corporativos

Por Bruno de Vizia
Edição 153 - Março/2014
PREÇO MÉDIO PEDIDO DE LOCAÇÃO (R$/M²/MÊS)
ESTO QUE ENTREGUE VERSUS EM CONSTRUÇÃO - CLASSE A (BRASIL)
CICLO DE ESCRITÓRIOS CORPORATIVOS

Fotos: Marcelo Scandaroli



'Os novos empreendimentos, adequados em infraestrutura, estão sendo de fato absorvidos pelo preço médio do mercado, mas os antigos empreendimentos, não adaptados a essa realidade, estão ficando vagos'

Emílio Fugazza diretor financeiro e de relação com investidores da EZTec

Os 700 mil m² de absorção bruta em 2013, segundo Fugazza, representam uma troca que empresas estão fazendo de locais menos preparados, com menos infraestrutura, e às vezes com valores de locação mais caros, por espaços mais novos, com infraestrutura mais adequada e, às vezes, com valor de locação até mais barato. "Empresas que estão mal-instaladas, diversificadas em cinco ou seis locais, locando nesses diferentes prédios 2 mil m² a 4 mil m², começam a se interessar pelas regiões onde os novos empreendimentos corporativos estão surgindo, pois consideram a possibilidade de juntar toda a operação. Se há cinco locais com 2 mil m² ele vai buscar locar esses 10 mil m² em uma torre só, onde fatalmente haverá racionalização, e ele consegue negociar um custo menor", explica Fugazza.

A alta taxa de vacância e o elevado volume de estoque previsto para entrega neste ano têm levado incorporadores a postergar a conclusão de alguns empreendimentos

Com o aumento da oferta as empresas começam a aproveitar as oportunidades e passam a se mudar, concorda Sartori, citando que em 2013, 52% dos negócios que aconteceram na cidade de São Paulo foram de empresas saindo de prédios classe B e C para prédios classe A ou AAA. "Ou seja, deram um upgrade nas instalações aproveitando valores de locação atrativos. Sim, os valores de locação cederam 10%, 15% ou 20%, dependendo da região, mas a movimentação está muito forte", acrescenta o diretor da Richard Ellis.

Os números da Colliers do mercado de São Paulo corroboram as avaliações de Fugazza e Sartori. O imóveis classe B apresentaram absorção líquida negativa de 23 mil m² em 2013 (veja gráfico "Evolução da absorção líquida)". Já a absorção líquida de imóveis A pouco variou entre 2012 e 2013, passando de 138 mil m² para 136 mil m² no último ano.


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