Fachada de alvenaria com revestimento externo em argamassa x Fachada com placa cimentícia - Sistema com placas gera economia de cerca de 4,5% e é escolhido para ser utilizado em obra residencial de São Paulo | Construção Mercado

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Custo Comparado

Fachada de alvenaria com revestimento externo em argamassa x Fachada com placa cimentícia - Sistema com placas gera economia de cerca de 4,5% e é escolhido para ser utilizado em obra residencial de São Paulo

Por Aline Mariane
Edição 154 - Maio/2014
 

Diminuir a equipe efetiva de mão de obra e também o desperdício de materiais foram os dois pontos que levaram a construtora e incorporadora BKO a iniciar um estudo comparativo de custos de fachadas. A construtora sempre utilizou em suas obras o sistema convencional de fachada de alvenaria com revestimento externo de argamassa e decidiu compará- -lo com o sistema de fachada com placa cimentícia para ser executado no empreendimento BK30 Alto da Boa Vista, localizado em São Paulo, cujas obras começaram no mês de abril deste ano.

O comparativo apontou cerca de 4,5% de economia no método ainda não utilizado pela empresa, a fachada com placa cimentícia. Os gastos com equipamentos não foram considerados no estudo. "O tempo para executar essa fachada é similar ao tempo da fachada convencional. Não tem os custos com equipamentos porque são os mesmos, ao mesmo tempo. A grande vantagem é que se faz com menos pessoas", explica José Roberto Leite, gerente de incorporação da BKO.

Desperdiçar menos material é uma das principais vantagens apontadas pela incorporadora. Segundo José Roberto Leite, a fachada executada da forma convencional tem desperdício de material muito superior à de placas cimentícias. A falta de mão de obra vivida nos últimos anos também não gerou preocupações neste caso, tendo em vista que o número de profissionais para executar a fachada é menor. "Esse modelo tende a trabalhar com menos pessoas e uma equipe mais especializada e também tem tudo a ver com a sustentabilidade porque é um sistema industrializado", destaca o gerente de incorporação.

Apesar de o método escolhido apresentar uma viabilidade econômica melhor do que o sistema de fachada convencional e outras vantagens relacionadas à sustentabilidade, houve, internamente, um choque cultural. "Todos são mais acostumados com sistema de blocos e revestimento de massa externa e nós fomos para um caminho de executar steel frame com placas cimentícias e placas internas em gesso acartonado. Essa foi a grande diferença que a gente sabia que ia enfrentar, até dentro da empresa; era essa validação cultural do método executivo", relata José Roberto Leite.

Antes do início das obras, a incorporadora realizou um treinamento de aplicação com a equipe executiva durante um ano. "Quando começamos esses estudos não conhecíamos nenhuma empresa especializada nisto no Brasil. Hoje, a gente já tem. Então, teve um processo de capacitação que realizamos com uma parceira nossa que executava um sistema similar", conta o gerente de incorporação. Essa empresa parceira desenvolveu todos os treinamentos validados pelo fornecedor para conseguir implantar esse novo método construtivo. A expectativa da construtora é conseguir, após a primeira execução desse sistema, aprimorar o efetivo necessário para execução e tempo de execução.

Aline Mariane
Apoio de engenharia: Fernando Benigno/PINI Consultoria

Esta seção mostra estudos feitos pelas construtoras. As projeções só valem para o caso apresentado. O sistema apontado como mais competitivo pode mostrar-se inviável em obras com outras características e dimensões. O estudo apresentado não deve ser tomado como padrão estrito para decisões de orçamento e escolha de materiais ou sistemas. Construtoras poderão enviar estudos comparativos para publicação nesta seção. Fale com a Redação pelo telefone (11) 2173-2303 ou envie e-mail para construcao@pini.com.br.

 

 

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