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Empreendimento com 265 unidades tem mais gastos com instalações elétricas e hidráulicas do que imóvel padrão

Por Aline Mariane
Edição 154 - Maio/2014
 

Serviços de pay per use, lavanderia coletiva, aluguel de carros, bicicletário com bicicletas elétricas e salão de festas com gerador. Esses são alguns dos itens que serão implantados no BK20 Santo Antônio, empreendimento residencial da BKO que terá 265 unidades, com tamanhos de 17 m² até 27 m². Os menores apartamentos já projetados pela incorporadora e construtora serão construídos no Centro de São Paulo, no bairro da República, próximo à estação de metrô.

Para reduzir os custos de construção, diminuir efetivo e aumentar a agilidade da obra, a BKO optou por alguns sistemas industrializados: fachada pré-moldada com placa cimentícia e estrutura de alumínio e lajes planas. A fundação em estaca hélice e a estrutura em concreto armado não fugiram do padrão da construtora. Mesmo a superestrutura sendo o item mais oneroso no levantamento de custos de obra, cerca de 16% do valor total - ou seja, R$ 3.691.000 -, os itens que mais chamaram a atenção foram o de instalações elétricas e hidráulicas.

O primeiro chegará a custar R$ 2.657.000, quase 12% de participação nos custos, e o segundo custará R$ 2.320.000, cerca de 10% do total. "Quando a construtora coloca muitos apartamentos em um andar, é necessário fazer um quadro elétrico para cada um deles. Se fosse no modelo antigo, com apartamentos de 70 m², o número de unidades por andar seria menor, logo, haveria menos quadros elétricos e instalações", explica Carlos Gustavo Marucio, diretor de engenharia da BKO.

O empreendimento terá 18 pavimentos, sendo dois subsolos, térreo, 14 pavimentos e barrilete. Como alternativa para diminuir custos, a construtora optou por fornecer vagas para 10% dos 265 apartamentos, ou seja, cerca de 30 vagas de garagem. Isto reduziu a necessidade de subsolos que aumentariam o custo da obra. "Nós estamos investindo na localização, no uso do metrô e na locação de carros. Além disso, serão entregues bicicletas elétricas no condomínio", afirma Marucio.

 

Os serviços disponibilizados para os moradores do condomínio serão fornecidos por empresas parceiras da incorporadora e, para viabilizá-los, será cobrada uma taxa junto ao custo do condomínio. "As fornecedoras serão empresas do segmento hoteleiro que estão desenvolvendo projetos de parceria e nos assistem. Já implantamos o condomínio com essas empresas contratadas e com os custos agregados. Também temos parceria com TV a cabo e entregamos o prédio já com o cabeamento pronto", conta o diretor de engenharia da BKO.

Terreno
Áreas identificadas para implantar um empreendimento ultracompacto passam, inicialmente, por um comitê de terrenos, no qual é feita uma análise técnica, com sondagem ou por meio de estudo auxiliado por consultores. "Se nós pegamos um terreno que traz um tipo de fundação muito cara, acaba onerando", explica Marucio.

Feito isso, a incorporadora adota a melhor configuração de geometria, obtida a partir do índice de compacidade. Esse índice é a relação entre o perímetro do pavimento e o perímetro de um círculo com área equivalente. "É a circunferência a melhor das geometrias porque ela tem o menor perímetro para a maior área - e a maior área é a área de venda", afirma o diretor de engenharia.

 

 

Essas verificações são necessárias para que o custo não acabe ficando muito alto, levando em consideração que empreendimentos ultracompactos já têm construção mais cara. "Temos que trabalhar com sistemas que garantam o prazo", finaliza Marucio.

Aline Mariane
Apoio de engenharia: Ana Carolina Ferreira PINI Consultoria

 

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