Do conjuntão ao bairro planejado | Construção Mercado

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Editorial

Do conjuntão ao bairro planejado

Edição 155 - Junho/2014
 

[Do ponto de vista do modelo de ocupação, esses conjuntos habitacionais pouco mudaram em relação aos "conjuntões" de décadas atrás, que isolam os moradores de baixa renda em áreas distantes]

Os grandes conjuntos habitacionais com centenas de unidades são, há décadas, o principal modelo adotado pelo poder público e pelo mercado para viabilizar o acesso à moradia à população de baixa renda. Do ponto de vista do modelo de ocupação, esses conjuntos habitacionais pouco mudaram em relação aos "conjuntões" de décadas atrás, que isolam os moradores de baixa renda em áreas distantes, exclusivamente residenciais, com transporte público precário e sem estrutura de serviços. Mais recentemente, com o encarecimento dos terrenos e dos imóveis, esses grandes conjuntos têm sido construídos em áreas cada vez mais distantes, agravando o problema do isolamento e falta de infraestrutura, e desvalorizando as unidades. A solução para esses grandes "conjuntões", na teoria, é simples: basta construir bairros planejados populares, com perfil misto, aliando moradia, serviços, comércio e lazer no mesmo empreendimento, além de uma infraestrutura urbana adequada. O grande desafio, no entanto, é viabilizar economicamente esse modelo, com custos acessíveis à baixa renda. Há anos o poder público e o mercado vêm buscando modelos viáveis para esses empreendimentos. E como mostra a reportagem de capa desta edição, ao que tudo indica, esse modelo pode se tornar realidade em pouco tempo. Confira.

Gustavo Mendes
editor

FROM THE HOUSING ESTATES TO THE PLANNED NEIGHBORHOOD
The big housing estates with hundreds of units have been, for decades, the main model adopted by the government and the market to facilitate access to housing for low-income population. Considering the occupancy model, these housing estates have changed little in relation to the "conjuntões" from decades ago, isolating the low-income residents in remote exclusively residential areas with deficient public transport and no service structure. More recently, with the increasing cost of land and properties, these large estates have been built in even more remote areas, aggravating the problem of isolation and lack of infrastructure and depreciating the units. In theory, the solution to these big "conjuntões" is simple: to build popular planned neighborhoods with mixed profile, combining housing, services, commerce and leisure on the same project would be enough, besides having adequate urban infrastructure. However, the big challenge is to make this model economically feasible offering affordable prices to the low-income population. For many years the government and the market have been seeking viable models for these developments. And, as shown by this issue cover story, it so seems, this model may soon become a reality. Check it out.

 

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