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Entidades criam manifesto com propostas para melhorias do setor - SindusCon-SP e Abramat são os responsáveis pelo documento "Construindo uma Agenda para o Futuro" que busca mudanças para melhorar o desempenho da construção civil e a expectativa do empresariado

Por Aline Mariane
Edição 155 - Junho/2014
 

Marcelo Scandaroli
Entidades sugerem que o ganho real nos acordos trabalhistas esteja condicionado ao aumento da produtividade no setor

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) elaborou juntamente com a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) um manifesto, denominado "Construindo uma Agenda para o Futuro" que contém propostas de melhorias em setores dos negócios da construção civil. "O governo precisa fazer uma ação positiva para evitar que as expectativas negativas se espalhem por todos os agentes econômicos, porque aí teremos recessão mesmo", diz Sergio Watanabe, presidente do SindusCon-SP.

Entre as propostas das entidades, estão: redução da inflação anual da faixa de 5% a 6% para 3% nos próximos dez anos; corte na carga tributária de 36,5% para 25% do PIB nos próximos 15 anos. Outras questões também são abordadas no documento, como a revisão da legislação trabalhista, mudanças na desoneração da folha de pagamentos, a simplificação na cobrança de impostos e também a transformação dos programas habitacionais em políticas permanentes de Estado.

Além do incentivo do governo sobre questões como tributos, a microeconomia também é uma das preocupações das entidades. O objetivo nesse ponto é que as fábricas e construtoras melhorem a produtividade. "É preciso criar condições para que as empresas possam inovar e absorver tecnologia para dar um salto de produtividade. A produtividade no Brasil é muito baixa. Os acordos trabalhistas, quando tiverem ganho real, precisam estar atrelados ao ganho de produtividade. Porque senão a equação não fecha, só aumenta custo e não aumenta a produtividade", acredita Walter Cover, presidente da Abramat.

Watanabe explica que a primeira preocupação da construção civil é a qualificação da mão de obra. A segunda preocupação é com relação à demanda. "A demanda por habitação vem caindo e o empresariado está preocupado com essa queda. Está havendo um aumento dos estoques, o que significa redução de oferta de lançamentos e com isso, no futuro, menos atividade econômica", afirma. Por conta dessas preocupações, a expectativa dos empresários do setor está caindo constantemente. "Nós, agentes econômicos, precisamos propor ou discutir a antecipação das medidas econômicas, fiscais, legais, que devem ser feitas em 2015", diz o presidente do SindusCon-SP.

O manifesto foi apresentado durante o evento ConstruBR - Inteligência, Tecnologia e Gestão para o Desenvolvimento de Negócios da Construção, que ocorreu no final de abril. De acordo com as associações, as propostas feitas neste documento devem ser discutidas com os candidatos às eleições no próximo semestre. "A próxima ação será propor reuniões entre o setor e os candidatos às eleições estaduais e à presidência, onde vamos apresentar e discutir esse manifesto", afirma o presidente da Abramat.

 

Confira na íntegra o manifesto "Construindo uma agenda para o futuro", lançado pelo SindusCon-SP e pela Abramat.

 

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