Cuidados em todo o processo de concretagem de lajes, desde a escolha de fornecedores até a execução, asseguram a durabilidade da estrutura | Construção Mercado

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Como Fiscalizar

Cuidados em todo o processo de concretagem de lajes, desde a escolha de fornecedores até a execução, asseguram a durabilidade da estrutura

Por Kelly Carvalho
Edição 155 - Junho/2014
 

Marcelo Scandaroli

A concretagem da laje é a última etapa de execução dos elementos que compõem uma estrutura. A responsabilidade pelo correto desenvolvimento desse ciclo construtivo é do gerente de obras ou de um profissional que exerça função similar, não importando se os serviços de montagem de fôrmas, armação e a própria concretagem sejam realizados por empresas terceirizadas ou mão de obra própria. É esse funcionário quem garante que as fôrmas e armações estejam de acordo com o projeto estrutural e que o concreto tenha as características dimensionadas em projeto - como o fck e módulo de deformação. Ele também deve assegurar a fiscalização com relação ao abatimento do concreto (slump), à dimensão do agregado graúdo em função da densidade das armaduras e dos tipos de lançamento e de concreto.

Tamanha responsabilidade nesta etapa de execução exige desse profissional um rigoroso plano de todo o escopo do serviço, não só para ajudá-lo no processo como também para evitar alguns problemas considerados críticos, inclusive os de logística, como por exemplo, a descontinuidade da concretagem. "Se um caminhão-betoneira chega atrasado em relação ao veículo anterior, cria- -se uma emenda no concreto que interfere na qualidade final", comenta Agnaldo Holanda, diretor de construções da Brookfield.

 

NORMAS TÉCNICAS
NBR 14.931 - Execução de Estruturas de Concreto - Procedimentos
NBR 12.655 - Concreto de Cimento Portland - Preparo, Controle e Recebimento - Procedimento
NBR 8.522 - Concreto - Determinação do Módulo Estático de Elasticidade à Compressão
NBR 5.739 - Concreto - Ensaios de Compressão de Corpos de prova Cilíndricos
NBR 5.738 - Concreto - Procedimento para Moldagem e Cura de Corpos de prova

 

Fornecedores e controle tecnológico do concreto
Se a opção da construtora é pelo uso do concreto dosado em central, uma das principais preocupações do responsável pela obra deverá ser a de que o material seja fornecido por empresas idôneas, que garantam a entrega no prazo estipulado. "Uma boa concreteira é pontual e oferece concreto de qualidade, de acordo com o especificado pelo contratante", comenta o diretor da Brookfield.

De acordo com o engenheiro Arcindo Vaquero Y Mayor, consultor técnico da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem (Abesc), é importante considerar a experiência da empresa e sua localização antes da contratação. Ele também recomenda a visita à central dosadora para verificar alguns aspectos, como o estado de limpeza das instalações e da frota e se os equipamentos do laboratório estão calibrados. "Se possível, leve o projetista e faça muitas perguntas", sugere.

Já para o controle tecnológico do concreto, os entrevistados recomendam a contratação de uma empresa terceirizada, que tenha um bom tecnologista para o acompanhamento da dosagem, planos de concretagem e análise de resultados. Nesse caso, o consultor técnico da Abesc também aconselha a visita ao laboratório de controle tecnológico para verificação do estado e limpeza das instalações, bem como a calibragem dos equipamentos. Definida uma boa empresa para o controle tecnológico, a construtora assegura a correta avaliação do concreto tanto no estado fresco quanto no estado endurecido.

No caso de concreto dosado em central, e no estado fresco, o engenheiro da ABCP recomenda que após o preparo do concreto na obra proceda-se imediatamente à retirada do slump para a moldagem dos corpos de prova conforme estabelecem as normas da ABNT NBR 5.738 e NBR 12.655. Antes disso, porém, deve-se verificar, logo que o caminhão chega à obra, toda a documentação necessária, como a nota fiscal, horário de saída da central e se o lacre está intacto.

"Já no estado endurecido, deve-se ensaiar os corpos de prova para obter a resistência à compressão, conforme a NBR 5.739 e módulo de deformação, de acordo com a NBR 8.522, entre outros", diz.

 

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