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Edição 155 - Junho/2014
 

A menos de um mês do início da Copa do Mundo, os prometidos relatórios dos Creas sobre as obras do campeonato não haviam sido apresentados

 

Não vai ter relatório
Muitos Creas Brasil afora que haviam se comprometido a produzir relatórios específicos a respeito das obras da Copa do Mundo ainda não apresentaram seus trabalhos. Procurados pela imprensa, alegavam que tinham de pedir o relatório para suas áreas técnicas, mas acabavam não mostrando nenhum dado - nem mesmo os relativos ao exercício profissional dos engenheiros envolvidos nos projetos da Copa. Os órgãos também não deram previsão de quando divulgarão os documentos.

Pelas beiradas
A diretora de uma entidade representativa do setor imobiliário afirma que o governo não aceita debater questões relacionadas a loteamentos fechados. "Cada vez que você fala sobre loteamento fechado com o Ministério das Cidades, parece que a reunião já acabou. Ninguém quer discutir isso", queixa-se. Por conta disso, a diretora explica que foi necessário mudar de tática: em vez de falar sobre as mudanças consideradas necessárias na legislação sobre parcelamento do solo, o setor agora busca aprovar dispositivos pontuais que acabem permitindo a realização de loteamentos fechados. "Por meio da lei de associações, que dará o direito de a taxa associativa ser rateada, conquistaremos o direito do fechamento das áreas. Não vamos falar na lei, vamos agora tentar seguir pelas estradas vicinais", conclui.

Engenharia burocrática
De acordo com um engenheiro, as patologias são recorrentes nas obras porque os engenheiros responsáveis não fazem mais as verificações dos trabalhos, passando o serviço a estagiários. "As grandes falhas ocorrem por falta de comprometimento do engenheiro de obras, que está mais preocupado com o prazo do que com a técnica." Ele acredita que o problema é acentuado pelo excesso de funções gerenciais transferidas para o engenheiro de obras. "O pessoal de planejamento fica colocando tantas porcarias para ele preencher que ele esquece que tem que usar da técnica", afirma.

BATE-ESTACA

Economia úmida
O dono de uma empresa de impermeabilização acusa as construtoras de não darem importância ao serviço, deixando de impermeabilizar cozinhas e banheiros - onde se restringem à área do boxe. Ele conta que já fez obras em que a lavanderia e a cozinha eram contíguas, mas a construtora exigiu que a impermeabilização fosse feita só até os limites da lavanderia. "As construtoras só fazem impermeabilização do jeito certo em edifícios de alto luxo", reclama.

Donas da bola
Para um construtor do Nordeste, empreendimentos habitacionais deveriam ser agraciados pelas concessionárias de água e energia por oferecerem clientes de forma organizada, alocados em projetos regularizados e que dispõem de sistemas de redes novos. "Porém, em vez disso, são aplicadas aos nossos projetos normas internas das companhias, muitas vezes alheias aos interesses do consumidor", critica.

Lucro pesado
O diretor técnico de uma grande construtora conta que notou um comportamento recorrente no fornecimento de aço de uma obra. "O aço que era vendido por peso, tinha bitola sempre um pouco acima do normal. Estranho, né?", reclama. Para ele, esta era uma forma de o fornecedor aumentar o volume vendido à construtora.

 

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