Sinal de alerta: hora de reestruturar | Construção Mercado

Negócios

Editorial

Sinal de alerta: hora de reestruturar

Edição 156 - Julho/2014

A economia brasileira há meses já dava sinais de que entrara em fase de desaceleração, mas o crescimento de apenas 0,2% do PIB no primeiro trimestre de 2014, em comparação com os três meses anteriores, deixou patente o cenário de alerta. O setor da construção, como não poderia deixar de ser, já começa a sentir de forma mais intensa a influência do agravamento da conjuntura macroeconômica: dados da corretora BB Investimentos mostram que, em relação ao primeiro trimestre de 2013, houve redução de 8,7% na receita das companhias listadas na Bolsa. E, também no primeiro trimestre, o PIB da construção apresentou recuo de 2,3% em relação ao trimestre anterior. Abre-se um período de incertezas.

A manutenção das taxas de emprego e o crescimento da renda das famílias, por outro lado, mostram que não há razões para acreditar em deterioração acelerada. O setor, além disso, tem a expectativa de que, independentemente de quem vença a eleição presidencial, haverá ajustes importantes de trajetória em 2015.

A manutenção das taxas de emprego e o crescimento da renda das famílias mostram que não há razões para acreditar em deterioração acelerada. O setor tem a expectativa de que, independentemente de quem vença a eleição presidencial, haverá ajustes importantes de trajetória em 2015

Para as empresas de construção, será fundamental, nessa conjuntura, definir o tamanho ideal de suas operações e levar a cabo reestruturações profundas. Isso envolve estabelecer com mais clareza o foco de atuação no mercado, deixando de lado expansões ou ramificações que não tiverem sido adequadamente planejadas e que, por isso, estejam com rentabilidade abaixo do esperado, além de administrar estrategicamente a captação de terrenos, os lançamentos e, sobretudo, os estoques. A reportagem de capa desta edição traça o panorama macroeconômico nacional e as perspectivas para o setor imobiliário, mostrando os caminhos possíveis para que construtoras e incorporadoras retomem o crescimento estruturado.

Eduardo Campos Lima
editor-assistente

Warning Sign: Time to Restructure
For months, the Brazilian economy has been showing signs that it will enter in a deceleration phase. However, the GPD growth of only 0.2 percent in the first quarter of 2014, in comparison with the last quarter of 2013, made clear the alert scenario. The construction sector, as usual, is already beginning to feel the influence of this aggravation on macroeconomic situation more intensively: data from the BB Investimentos brokerage shows that there was a decline of 8.7 percent in the revenues of the listed companies in comparison with the first quarter of 2013. In addition, also in the first quarter, the construction GDP retreated 2.3 percent in comparison with the previous quarter. A period of uncertainty begins.

The stabilization of employment rates and the growth of the household income, on the other hand, show that there is no reason to believe in accelerated deterioration. The industry, moreover, expects that, regardless of who wins the presidential election, there will be major course adjustments in 2015. In this conjuncture, it will be critical for the construction companies to define the optimal size of its operations and to carry out major restructures. This involves establishing a clearer business target in the market, leaving aside expansions or branches that have not been properly planned and, therefore, are expected to have a lower profitability than previously forecasted, in addition to strategically managing the acquisition of lands, releases and especially stocks. The cover story of this edition outlines the national macroeconomic panorama and prospects of the real estate industry, showing the possible paths so that builders and developers can resume a structured growth.

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