Impermeabilização de estruturas: o mercado dispõe de uma série de soluções para proteger as edificações contra os efeitos indesejados da água. Conheça as principais características desses sistemas e em que casos eles são indicados | Construção Mercado

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Ficha Técnica

Impermeabilização de estruturas: o mercado dispõe de uma série de soluções para proteger as edificações contra os efeitos indesejados da água. Conheça as principais características desses sistemas e em que casos eles são indicados

Por Juliana Nakamura
Edição 156 - Julho/2014
Marcelo Scandaroli

Produtos de base cimentícia, membranas asfálticas e elastoméricas, emulsões acrílicas, mantas de PVC e PEAD. Essas são apenas algumas entre tantas soluções disponíveis para impermeabilizar edificações. Saber qual tecnologia usar muitas vezes representa um desafio não só para quem especifica como também para quem compra impermeabilizantes e contrata a execução desses serviços.

A impermeabilização adequada é um recurso imprescindível para assegurar a durabilidade das estruturas e a salubridade das edificações. O controle apropriado da umidade em uma construção evita manifestações patológicas que abreviam a vida útil das estruturas e reduzem drasticamente o valor dos imóveis.

A escolha do material correto depende de vários fatores. Movimentação estrutural, exposição aos fenômenos climáticos, existência ou não de trânsito de veículos e pessoas, exposição a agentes químicos são algumas variáveis a serem levadas em consideração.

Nesse sentido, contar com um projeto de impermeabilização consistente e contratar empresas especializadas em serviços de impermeabilização são determinantes para o sucesso. Segundo o engenheiro Lourenço Alberto Granato, da Casa Seca, o projeto de impermeabilização ajuda a evitar falhas de especificação e possibilita a escolha da técnica mais adequada para cada parte da edificação, considerando o desempenho necessário e a melhor relação custo-benefício. A elaboração do projeto pode, inclusive, gerar economia para o construtor. "Além disso, permite resolver problemas de compatibilidade com os demais sistemas e elementos construtivos antecipadamente, evitando atrasos e retrabalhos", diz Granato.

Até 2010, os tipos de impermeabilização se dividiam entre rígidos e flexíveis. Com a revisão da NBR 9.575 - Impermeabilização - Seleção e Projeto, passou-se a classificar os produtos de acordo com o seu composto principal: cimentício, asfáltico ou polimérico. Confira a seguir mais informações sobre esses sistemas.

NORMAS TÉCNICAS

NBR 9.574:2008 - Execução de Impermeabilização
NBR 9.575:2010 - Impermeabilização - Seleção e Projeto

Conheça os produtos

Marcelo Scandaroli

Sistemas cimentícios
Quais são?
- Argamassa com aditivo impermeabilizante - argamassa dosada em obra aplicada em substrato de alvenaria, constituída de areia, cimento, aditivo impermeabilizante e água.
- Argamassa modificada com polímero - argamassa dosada em obra, aplicada em substrato de concreto ou alvenaria, constituída de agregados minerais inertes, cimento e polímeros.
- Argamassa polimérica - impermeabilização industrializada, aplicada em substrato de concreto ou alvenaria, constituída de agregados minerais inertes, cimento e polímeros, formando um revestimento com propriedades impermeabilizantes. Chamados de sistemas semiflexíveis, esses produtos são comercializados na forma bicomponente (uma parte em pó e outra líquida).
- Cimento modificado com polímero - impermeabilização industrializada constituída de cimentos e polímeros, formando um revestimento com propriedades impermeabilizantes. Assim como as argamassas poliméricas, são considerados semiflexíveis e são comercializados como produtos bicomponentes.

Indicações e recomendações
Usados em estruturas sujeitas a pouca movimentação estrutural, os impermeabilizantes cimentícios formam uma barreira física que contém a propagação da umidade. São indicados para reservatórios e piscinas enterrados no solo, fundações, pisos de áreas internas, paredes de alvenaria e muros de arrimo.
Jamais devem ser utilizados em lajes de cobertura. Além disso, as argamassas do tipo polimérica não devem ser aplicadas sobre uma camada de argamassa flexível (em situações que exigem sistemas conjugados de argamassas), sobre substratos secos (que irão absorver a resina e depositar somente o pó sobre a estrutura) e sobre argamassa com aditivo hidrófugo (nesse caso, a molhagem do substrato será deficiente). Esse produto também não deve ser aplicado sobre substrato impregnado com materiais asfálticos provenientes de antigas impermeabilizações.

Normas técnicas
- NBR 11.905:1992 - Versão Corrigida: 1995 - Sistema de Impermeabilização Composto por Cimento Impermeabilizante e Polímeros - Especificação (atualmente em revisão)
- NBR 12.171:1992 - Aderência Aplicável em Sistema de Impermeabilização Composto por Cimento Impermeabilizante e Polímeros - Método de Ensaio

Divulgação: Denver

Membranas poliméricas
Quais são?
- Membranas elastoméricas - de policloropreno e polietileno clorossulfonado, de poli-isobutileno isopreno em solução (IIR), de estireno-butadieno-estireno (SBS), de estireno-butadieno-estireno-rubber (SBR)
- Membranas de poliuretano, de poliureia, de poliuretano modificado com asfalto, de polímero acrílico com ou sem cimento
- Membrana acrílica
- Membrana epoxídica

Indicações e recomendações
São eficientes para impermeabilização de áreas muito recortadas e estreitas como jardineiras ou canaletas de drenagem, em obras de reparo ou quando utilizadas em paredes de gesso acartonado, devido à sua espessura reduzida. É importante observar as propriedades físico-químicas exigidas à camada impermeável e verificar se o sistema resistirá aos ataques químicos ou agressões físicas. Diferente das mantas, cujos erros de aplicação acontecem quase que exclusivamente nas emendas ou nos cortes malfeitos, as membranas exigem rígido controle da espessura e, consequentemente, da quantidade de produto aplicado por metro quadrado.


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