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Subcoberturas: indicadas para impermeabilizar e isolar termicamente os ambientes, mantas exigem especificação e compra acertadas

Bruno Loturco
Edição 157 - Agosto/2014
Foto: Marcelo Scandaroli
As mantas de subcobertura são colocadas sobre os caibros. Ao desenrolá-las, é preciso atentar para objetos pontiagudos ou cortantes

Prever a instalação de subcobertura em um telhado pode relacionar-se com a necessidade de reduzir a carga térmica que incide no interior da edificação e de evitar que vazamentos nas telhas cheguem à laje ou ao forro. Também neste caso, a subcobertura pode ajudar a aumentar a vida útil da cobertura, pois evita que o madeiramento da estrutura do telhado entre em contato com a água.

Para o engenheiro Carlos Massavelli, diretor de obras da Engetelhas, o recurso da subcobertura é indicado para todos os tipos de telhados, em todas as situações. "Se alguma telha quebrar, a subcobertura impede que a água entre no ambiente. Por isso, é indicada mesmo quando não há problemas relacionados à insolação", diz.

Especificação
Ao contratar esse tipo de serviço, é preciso, portanto, que a especificação tenha sido adequadamente feita pelo profissional responsável. Afinal, há diferenças bastante significativas entre produtos destinados unicamente à impermeabilização e aqueles que acumulam função de isolamento térmico.

Há, basicamente, três tipos de subcoberturas: face simples; dupla face; e dupla face reforçada.

De qualquer maneira, a subcobertura deve ser concebida levando em consideração o projeto do telhado como um todo, conforme recomenda Massavelli. "Se o telhado tiver pouca inclinação, dependendo da chuva e do vento, pode haver maior incidência de infiltração", observa.

Contratação
Massavelli recomenda que a escolha da empresa responsável pela instalação - e, por vezes, até pelo projeto - seja feita a partir da verificação de sua idoneidade. Além de buscar referências em obras já executadas, ele aconselha optar por empresas registradas junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea). "Além da garantia geral do consumidor, o contratante tem a segurança de ter o Crea por trás, com a certeza de que um profissional qualificado fará o serviço", afirma.

Ainda de acordo com o diretor da Engetelhas, o mais comum é que a contratação do serviço de instalação de subcoberturas esteja vinculada à execução do telhado como um todo.

O contrato deve prever, ainda, a responsabilidade pelo fornecimento do projeto. Caso seja a empresa instaladora, é possível incluir cláusula que indique a necessidade de aprovação por terceira parte.

Além de discriminar detalhadamente os materiais, incluindo o tipo da madeira, o contrato deve incluir qual das partes - contratante ou contratada - é responsável pela compra dos materiais. O mais corriqueiro, explica Massavelli, é que a empresa contratada para fazer a execução fique responsável também pela compra dos materiais, com pagamento faturado para a contratante para evitar bitributação.

Para evitar problemas com compra de materiais errados, Massavelli recomenda que a aquisição seja feita pela contratada. "Não faço nem fornecimento de mão de obra à parte. Se o material estiver errado, não posso dar garantia e assumir o erro do cliente", alerta. Ele cita casos em que o cliente encomendou um tipo de madeira, adequado ao projeto, mas recebeu em obra outra espécie. Sem experiência para avaliar, aceitou madeira com propriedades diferentes das necessárias. "Não vendo a manta, vendo o serviço. Por isso eu que compro o material", salienta.

É preciso, no entanto, atenção a questões jurídicas relacionadas à garantia. Isso porque, embora a nota fiscal tenha sido emitida em nome da contratante, o serviço foi executado por uma terceira empresa.

Execução e fiscalização
Inicialmente, as subcoberturas eram aplicadas em telhados com vazamentos. "Em vez de desmontar todo o telhado, colocava a subcobertura para solucionar algum problema", conta Massavelli. No entanto, atualmente, as mantas de subcoberturas são colocadas sobre os caibros. A colocação das ripas onde se apoiarão as telhas é feita sobre recaibros. Ou seja, elementos de madeira longitudinais ao caimento do telhado que criam o espaçamento necessário para escorrer a água que eventualmente ultrapasse as telhas. Esse espaçamento auxilia, ainda, na manutenção da estabilidade térmica.

Ao desenrolar as mantas, os cuidados principais devem ser no sentido de evitar materiais pontiagudos ou cortantes, que prejudiquem sua perfeita vedação. Também é fundamental observar a sobreposição indicada pelo fabricante, assim como os procedimentos para selar as juntas.

A aplicação das telhas, af irma Massavelli, não precisa ser imediata, podendo aguardar a conclusão da instalação da manta. "É possível colocar toda a manta e só depois de concluir colocar as telhas. Há mantas que aguentam até granizo", observa.

INSTALAÇÃO

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1. Concluída a estrutura, as mantas são desenroladas sobre os caibros de baixo para cima. Deve haver sobreposição de 10 cm a 15 cm entre as mantas e a manta superior deve ficar sempre sobre a inferio
2. Instale os recaibros na mesma direção dos caibros e pregue-os na subcobertura. O ripamento deve ser instalado de acordo com o tipo de telha.
3. A última etapa consiste em dispor as telhas.



TIPOS DE MANTAS

Face simples
- Alumínio: película de alumínio refletiva
- Polietileno: filme impermeável que impede a infiltração de água
- Tela de reforço: proporciona resistência mecânica

Dupla face
- As camadas duplas de alumínio e polietileno reforçam a manta e propiciam proteção adicional
- A segunda camada protege contra agressões da maresia, poluição, cimento, metais e outros agentes, aumentando a vida útil

Dupla face reforçada
- Se as duas faces de alumínio forem combinadas com uma camada de fibra de vidro, o produto ganha durabilidade e estabilidade dimensional
- São indicadas como barreira à propagação do fogo

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