Sistema roll-on: bobinas de aço galvanizado, zinco-alumínio ou pré-pintado, desenroladas sobre módulos estruturais, formam cobertura com canais contínuos de condução da água sem emendas, furos ou sobreposições | Construção Mercado

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Técnica Ilustrada

Sistema roll-on: bobinas de aço galvanizado, zinco-alumínio ou pré-pintado, desenroladas sobre módulos estruturais, formam cobertura com canais contínuos de condução da água sem emendas, furos ou sobreposições

Por Maryana Giribola
Edição 157 - Agosto/2014

Indicado para vencer grandes vãos, o sistema roll-on integra estrutura e telhado no mesmo produto, formando um elemento só e admitindo vãos livres biapoiados ou contínuos de até 50 m. A estrutura, composta por vigas treliçadas, é disposta paralelamente de forma modular, com espaçamento de até 1,20 m. Sobre as treliças, bobinas contínuas de aço são desenroladas sem emendas, furos ou sobreposições, formando canais contínuos de condução da água para a periferia do prédio e eliminando toda a rede de drenagem interna.

O sistema permite ainda a aplicação de revestimentos termoacústicos. A instalação é feita de forma idêntica, com o desenrolar das três bobinas - duas em aço e, entre elas, o material isolante escolhido pelo projetista - uma sobre a outra, consecutivamente.

Para manutenção recomenda-se a limpeza e desobstrução periódica das calhas. Nas inspeções periódicas, observe eventuais aparecimentos de pontos de corrosão, tanto nos componentes do telhado quanto da estrutura da cobertura. Por se tratar de sistema aparafusado, os componentes podem ser trocados isoladamente.

Veja, na ilustração a seguir, os principais componentes do sistema e cuidados durante suas montagens:

ILUSTRAÇÃO: DANIEL BENEVENTI
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1. Pré-montagem
O primeiro passo é executar, em solo, a prémontagem dos módulos. Para isso, é preciso confeccionar cavaletes em madeira específicos para o modelo do sistema roll-on escolhido. Eles servirão de apoio para os banzos superiores e inferiores e devem ser espaçados entre si em 7,20 m.

2. Montagem da estrutura
Primeiro, são montadas as diagonais, que unem os banzos superiores e inferiores. Em seguida, formam-se as vigas simples. Como o comprimento dos módulos é de 12 m, é preciso uni-los por meio de chapas de ligação, formando uma viga treliçada. Por último, as vigas são unidas em pares por meio de travessas em forma de "Z". O sistema é totalmente aparafusado e o principal cuidado nessa etapa é certificar-se de que todas as emendas foram devidamente colocadas e travadas. Para isso, as porcas do sistema rollon possuem uma borracha vermelha, que fica em evidência quando a porca não está devidamente apertada.

3. Içamento
Devidamente travadas, as treliças são içadas por guindastes em pares até os apoios, que podem ser perfis metálicos ou berços para apoios em concreto armado. Para isso, utilizam-se duas pegas metálicas. A distância entre essas pegas varia conforme o comprimento total das vigas. O mesmo acontece com as quatro cintas ou cabos de aço que auxiliam no içamento. Em seguida, as vigas são alinhadas conforme projeto e travadas entre si por meio de parafusos e porcas específicas.

4. Fechamentos
Uma cobertura necessita de fechamentos, além de calhas coletoras, para garantir a estanqueidade. No sistema roll-on, colocamse as calhas e pingadeiras nos locais indicados em projeto antes e as cabeceiras após o desbobinamento. A calha desenvolvida para o sistema possui 2,45 m de comprimento e deve ser instalada com sobreposição de 50 mm e no meio da bobina.

5. Cintas
Com a estrutura alinhada e travada, inicia-se a execução das cintas. Trata-se de filetes metálicos colocados sobre os módulos com a finalidade de dar sustentação às bobinas e estabilidade quando os operários caminham sobre elas. A primeira cinta deve ser colocada no primeiro furo do banzo. A segunda, a 30 cm da primeira, no próximo furo. Daí em diante, são colocadas a cada 1,20 m, ou seja, a cada quatro furos do banzo, até o final da viga.

6. Chapa de cobertura
A chapa de cobertura, assim que içada, deve ser posicionada no local exato de montagem. Em seguida, é desenrolada sobre as cintas metálicas da estrutura, formando um canal que impossibilita a passagem de água. No final do procedimento, é preciso dobrar as pontas das cintas sobre a chapa. É importante lembrar que, devido ao seu peso, as bobinas só devem ser içadas quando forem desenroladas.

7. Deslocamento
Durante a montagem, é recomendável evitar pisar sobre as bobinas, principalmente antes da instalação de cobrejuntas. Para caminhar sobre a estrutura, utilize a parte superior dos banzos.

8. Cobrejunta
Para executar esse elemento, que vai da pingadeira em direção à cumeeira, suportes são encaixados a cada 1,2 m nos banzos. Possuem de 2,45 m a 3,05 m e devem ser sobrepostos em 5 cm no sentido do caimento do telhado.

Normas técnicas aplicáveis
Para dimensionamento dos módulos estruturais, é preciso adotar o método dos estados limites, segundo procedimentos e conceitos recomendados pelas normas:
- American Iron and Steel Institute - Load and Resistance Factor Design (AISI-LRFD) - Cold-Formed Steel Structural Members - Manual 2001
- NBR 14.762:2001 - Dimensionamento de Estruturas de Aço Constituídas por Perfis Formados a Frio - Procedimento

Apoio técnico: César Lima, diretor da CMX Engenharia.

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