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Edição 157 - Agosto/2014
 
Onypix/Shutterstock
Em Goiás, Ministério Público do Trabalho vem questionando terceirização de algumas etapas de construção, consideradas atividades-fim

Proibição polêmica...
Um incorporador de Goiás relata que as construtoras da região vêm sofrendo com a fiscalização do Ministério Público do Trabalho (MPT). O problema, segundo ele, é que o MPT tem questionado a terceirização de algumas etapas de obra - consideradas como atividades-fim. Mas as empresas, diz ele, não sabem ao certo identificá-las. "Não havia esse problema antes, mas agora o MPT tem nos proibido de terceirizar essas atividades", reclama. "Minha empresa foi obrigada a dispensar uma empreiteira e recontratar os funcionários dela, como mão de obra própria. E há muitos casos semelhantes pelo País", conta.

... e 'inadmissível'
Ciente de casos como o de Goiás, o representante de um tradicional sindicato do setor da construção afirma que é "inadmissível esse tipo de ação" do Ministério Público do Trabalho (MPT). "Isso é coação. O empresário não quer atrasar a obra e acaba aceitando tais situações. Além de necessária, a terceirização é absolutamente legal no nosso setor", justifica.

Gol contra
O diretor de uma grande construtora confessou que não via a hora de a Copa do Mundo acabar. O evento, segundo ele, estava prejudicando os cronogramas de sua empresa, que tinha três grandes obras a serem entregues no período e viu a produtividade dos operários despencar. "No dia anterior aos jogos, as pessoas já tiravam o pé; no dia da partida, não vinham trabalhar e, no dia seguinte, ficavam comemorando as vitórias e também não compareciam ao trabalho. Teoricamente, o que seria um evento para levar a economia à frente acabou tendo o efeito contrário", lamenta o diretor.

BATE-ESTACA

Lugar errado
Para um incorporador do segmento de shoppings, o que tem impactado negativamente o mercado são os novos empreendedores, que, após entrarem no setor, estão "assustados" por não obterem retorno e lucro imediatos. "O oportunista que quer entrar no mercado para fazer o negócio e já sair ganhando precisa procurar outro setor, e não o de shopping center, que é um segmento seguro e de longo prazo", afirma.

 
Ratch/Shutterstock

O buraco é mais embaixo
Uma construtora de capital aberto tem encontrado problemas para entregar um empreendimento residencial em uma cidade da Grande São Paulo. O atraso na entrega dos imóveis já ultrapassa o período de dois anos. Oficialmente, a construtora alega problemas burocráticos, como atrasos na emissão do Habite-se, já que o empreendimento está pronto. Mas fontes próximas à companhia afirmam que o problema está no solo. "Está contaminado e com risco de ceder", revela uma profissional da área de corretagem.

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