José Romeu Ferraz Neto é eleito presidente do SindusCon-SP | Construção Mercado

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José Romeu Ferraz Neto é eleito presidente do SindusCon-SP

Edição 158 - Setembro/2014
Divulgação: sinduscon-SP
José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP

A nova diretoria do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) tomou posse em 5 de agosto e elegeu como presidente da entidade José Romeu Ferraz Neto. Engenheiro civil e administrador de empresas, Ferraz Neto afirma que uma de suas missões à frente do sindicado será impulsionar ações de valorização da imagem de construtores e incorporadores, muitas vezes deturpada, na opinião dele. "Também trabalharemos junto a faculdades de engenharia, com o intuito de atrair os jovens e fazê-los conhecer nossas atividades", afirma. Na entrevista a seguir, ele analisa a atual conjuntura econômica do setor e aponta os caminhos que pretende seguir em sua gestão.

O senhor assume a presidência do SindusCon- SP em um momento de acomodação do setor, após período de forte crescimento. Há, além disso, outros sinais negativos: pelo quinto mês consecutivo, o Índice de Confiança da Construção (ICST) da Fundação Getulio Vargas aponta evolução desfavorável do ambiente de negócios. Como o senhor avalia esses indicadores?
O movimento que observamos agora não é nada que já não tenhamos visto. Por enquanto, não há grandes solavancos. O grau de confiança do empresariado é uma percepção, que pode estar influenciada pela expectativa com as eleições e com o comportamento da economia no segundo semestre. Não diria que é um momento de tensão, mas de expectativa quanto ao que acontecerá daqui para frente. Sobre esse aspecto, é preciso deixar claro que não estamos vislumbrando um cenário aterrorizante. Trata-se apenas de uma percepção de que precisaremos ser mais cautelosos, pois as coisas talvez caminhem de forma um pouco mais lenta. Na cidade de São Paulo, além disso, o setor espera saber como será o comportamento do mercado com o novo Plano Diretor Estratégico (PDE).

Há expectativa de que os custos subirão, em função do novo modelo de cobrança da outorga onerosa. Qual é sua opinião?
Foram feitos vários ensaios e isso será inevitável - a outorga realmente aumentará o valor final do imóvel. Mas é preciso aguardar a implementação do PDE para sabermos quais serão os desdobramentos. Muitos projetos foram registrados sob as regras antigas e ainda serão comercializados. De qualquer forma, é mais um motivo para criar tensão e insegurança no empresariado, o que talvez resulte nessa apreensão [indicada pelo ICST].

Esse quadro é momentâneo ou terá impacto duradouro?
Tivemos um sinal amarelo. Vários fatores levam os empresários, nesse momento, a diminuir o ritmo. Mas o que temos de concreto é a queda no nível de emprego e tendência de alta dos preços dos materiais. Ficamos tensos, porque se há desemprego cria-se insegurança e o comprador desiste da aquisição por conta do comprometimento da renda. Apesar disso, existe demanda muito grande por imóveis e ainda há financiamento abundante.

Quais são as principais demandas setoriais nesse momento?
Vamos continuar a luta em relação às necessidades já conhecidas, como a questão da cobrança do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). A situação não pode perdurar do jeito que está, com cobrança baseada em tabelas não condizentes com a realidade. Outro problema tributário é a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestações de Serviços (ICMS) sobre pré-fabricados. Ele incide sobre um produto que sai da fábrica para ir para o canteiro de obra - ao passo que, se o mesmo item for produzido em canteiro, não há cobrança de ICMS. Isso provoca encarecimento e atravanca a evolução tecnológica. Além disso, é muito importante para o setor a regulação dos serviços terceirizados. A subcontratação é algo que deve ser encarado, senão há um vazio jurídico e cria-se insegurança. Também apoiaremos fortemente a terceira etapa do programa Minha Casa Minha Vida, já anunciada.

Nova diretoria da CBIC toma posse

José Carlos Martins, que assumiu a presidência da entidade, destacou os desafios que o setor deverá enfrentar nos próximos anos, como o excesso de burocracia

Divulgação: CBIC

O novo Conselho de Administração da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) tomou posse no dia 5 de agosto, em Brasília. Em discurso, o novo presidente da entidade, José Carlos Martins, destacou os desafios que o setor deverá enfrentar no próximo período, como o elevado custo da terra urbanizada, as restrições impostas por interpretações subjetivas da legislação trabalhista, a necessidade de melhorar a capacitação dos trabalhadores e o excesso de burocracia.

Martins defendeu ainda a criação de um programa especial de financiamento voltado principalmente para pequenas e médias empresas, para incrementar o investimento em inovação e tecnologia. Em referência à legislação ambiental, o dirigente destacou que há necessidade de consolidar as leis, resoluções e decisões, cujo conjunto foi classificado por ele como um "emaranhado", ao mesmo tempo em que as cidades precisam de leis ambientais próprias.

Rics lança plataforma de ensino digital para profissionais de real estate

A Royal Institution of Chartered Surveyors (Rics) lançou uma plataforma digital de ensino com cursos voltados a profissionais e empresas de real estate e ambiente construído. Desde 2012, quando foi lançada mundialmente, a Online Academy já contabiliza meio milhão de horas de treinamento de 60 mil profissionais em 92 países. Pela primeira vez em português, a plataforma disponibilizará módulos sobre questões técnicas, profissionais e administrativas relacionadas a todo o ciclo imobiliário.

Para o diretor global de treinamento da Rics, Pierpaolo Franco, "com o aumento da procura por cursos à distância no mundo, a Rics pretende atender às necessidades dos profissionais do ciclo imobiliário que buscam se especializar nas suas áreas e nem sempre possuem tempo livre".

Os cursos são divididos em três áreas: E-Learning, programas de curta duração sobre os mais variados temas de real estate, Web Classes, com videoaulas em português e interação em tempo real, e Distance Learning, com módulos de média e longa duração. Os primeiros cursos a serem introduzidos no Brasil serão sobre ética profissional, normas internacionais de avaliação, gerenciamento de projetos de construção, facilities management, avaliação para corretores e consultoria de custos.

CURTAS

Registro eletrônico
Começou a vigorar no mês de julho, em todo o país, o registro eletrônico da documentação de imóveis. Esse serviço já existe no Estado de São Paulo desde o final de 2013, quando a Associação dos Registradores do Estado de São Paulo (Arisp) se antecipou ao prazo legal e criou o portal www.registradores.org.br.

Simples para engenharia
A partir de janeiro de 2015, as atividades de arquitetura, engenharia, medição, cartografia, topografia, geologia, geodesia, testes, suporte e análises técnicas e tecnológicas poderão optar pelo Simples Nacional, de acordo com a lei complementar 147/2014. Antes de fazer a opção, entretanto, o SindusCon-SP recomenda que seja verificado o enquadramento da empresa de acordo com os anexos da lei 123/2006, para conferir se a tributação será reduzida.

17 anos...
A reportagem de capa de uma das edições semanais da revista Construção São Paulo em agosto de 1997 destacou a polêmica que envolveu a discussão do novo Plano Diretor da cidade de São Paulo, cuja ideia principal era deter o crescimento horizontal em direção às periferias. Em junho daquele ano, a Secretaria de Planejamento estabeleceu uma comissão composta por 24 entidades, com a finalidade de recolher sugestões ao anteprojeto do plano, que havia sido lançado em abril. O anteprojeto sofreu fortes críticas, desferidas principalmente pelo meio técnico.

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