Argamassa projetada X argamassa chapada à mão - Além do custo, qualidade do revestimento e tempo de execução foram as principais condicionantes para escolha de revestimento de fachada | Construção Mercado

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Custo Comparado

Argamassa projetada X argamassa chapada à mão - Além do custo, qualidade do revestimento e tempo de execução foram as principais condicionantes para escolha de revestimento de fachada

Por Maryana Giribola
Edição 158 - Setembro/2014

A BLW Construtora e Incorporadora terminou em agosto as obras do edifício residencial Gemini, em Belo Horizonte. Para a etapa de revestimento da fachada, a construtora comparou duas soluções: argamassa projetada e argamassa chapada à mão - e escolheu a opção mais barata. Mesmo reduzindo em cerca de 30% os custos com a etapa de chapisco e emboço, a escolha pela argamassa aplicada por meio de bomba projetora não se baseou somente no valor, garante Wanderley Silva Fonseca, diretor da BLW.

Um dos principais fatores que motivaram a decisão foi a redução nos prazos de execução. "Estávamos enfrentando atrasos de dois meses nas entregas. Só com esse sistema, reduzimos a execução do chapisco e emboço de 45 para dez dias. Sem contar os gastos administrativos que deixamos de ter quando não atrasamos uma entrega", afirma o diretor.

Outra vantagem com a adoção da argamassa projetada foi a qualidade final do emboço, que se refletiu diretamente no assentamento das pastilhas que compõem o revestimento da fachada. "Além dos operários não reclamarem da falta de planicidade na hora do assentamento, podemos reparar a olho nu que a fachada fica sem ondulações", garante Fonseca.

As principais dificuldades em conseguir viabilizar o sistema mecanizado para execução do chapisco e emboço em fachadas de edifício é a mão de obra desqualificada e a necessidade de adoção de equipamentos de movimentação vertical mais leves e rápidos. Mas, como o edifício possuía apenas seis pavimentos, foi possível executar essa etapa com o uso de andaimes, que atendem bem à necessidade de movimentação rápida na aplicação da argamassa projetada. Com relação à mão de obra, Fonseca afirma que a contratação de uma empresa especializada no serviço foi o que garantiu os bons resultados.

Para analisar a viabilidade do sistema, a construtora visitou empreendimentos em que a empresa executora estava trabalhando e procurou consultar os resultados. "Fizemos um cálculo, mas não tínhamos certeza se teríamos um ganho. Nas primeiras experiências sempre erramos um pouco até entender como o processo funciona. Então, demoramos um pouco mais que o previsto para finalizar a fachada. Na segunda obra já conseguimos acertar os detalhes e seguir o cronograma", conta o engenheiro.

Custos indiretos
Como foram necessários apenas dez dias para a execução da fachada contra 45 no caso da argamassa chapada à mão, o valor de locação dos andaimes também foi reduzido de R$ 4,3 mil para cerca de R$ 900. Outro atrativo para a adoção foi a diminuição com os custos administrativos da empresa. Segundo Fonseca, os gastos com a equipe - como engenheiros, funcionários administrativos, financeiros e de almoxarifado - giram em torno de R$ 20 mil por mês para três obras simultâneas. Só nessa etapa da obra, houve uma redução de pouco mais de R$ 10 mil no orçamento.

Como a empresa terceirizada para a execução forneceu o material, o equipamento e a mão de obra, os valores foram cobrados por metro quadrado bombeado. Com isso, houve ainda a eliminação de um grande contingente de mão de obra. Para chapar a argamassa à mão, seria preciso contar com a ajuda de 13 operários, entre ajudantes para movimentação interna de material, pedreiros para a execução do chapisco e emboço e operadores de guincho e betoneira.

Com o bombeamento, foi possível utilizar apenas oito pedreiros para preparar a colocação das taliscas e sarrafear e acertar as quinas da edificação. Mas para garantir a qualidade final, Fonseca lembra que é sempre preciso investir na qualificação dos pedreiros que executam, principalmente, as taliscas da fachada. Caso contrário, o revestimento final pode ficar comprometido mesmo com a qualidade superior alcançada com o bombeamento.

Contraponto
Como o traço da argamassa é específico para projeção, ela costuma secar mais rápido. E na hora de sarrafear, é comum que uma parte do sedimento acabe caindo no térreo e, com isso, o volume de resíduos nesse processo acaba sendo maior do que no serviço manual.

Para evitar o desperdício, a construtora resolveu forrar o térreo com uma lona a fim de poder reaproveitar a farofa em outros processos construtivos, como nos contrapisos com caimento - onde não é possível realizar o contrapiso autonivelante.

OPÇÃO A - FACHADA COM ARGAMASSA PROJETADA

Área de 1.300 m² x espessura de 0,045 m

OPÇÃO B - FACHADA COM ARGAMASSA CHAPADA À MÃO

Área de 1.300 m² x espessura de 0,045 m

Apoio de engenharia: Fernando Benigno/PINI Consultoria

Esta seção mostra estudos feitos pelas construtoras. As projeções só valem para o caso apresentado. O sistema apontado como mais competitivo pode mostrar-se inviável em obras com outras características e dimensões. O estudo apresentado não deve ser tomado como padrão estrito para decisões de orçamento e escolha de materiais ou sistemas. Construtoras poderão enviar estudos comparativos para publicação nesta seção. Fale com a Redação pelo telefone (11) 2173-2303 ou envie e-mail para construcao@pini.com.br

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