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Edição 158 - Setembro/2014
CORUND/SHUTTERSTOCK
Segundo membro de sindicato do setor, facção tem tomado conta de empreendimentos do Minha Casa Minha Vida

Ocupação indesejada

Integrantes de uma facção criminosa e seus familiares estão se instalando em condomínios do programa Minha Casa Minha Vida, principalmente em cidades próximas a presídios no interior de São Paulo, segundo o presidente de uma entidade do setor da construção. Ele conta que essa ocupação vem dificultando a organização dos condomínios e até mesmo a cobrança do pagamento das mensalidades pelas instituições financeiras.

Informações distorcidas

De acordo com o diretor de uma grande empresa de locação, os dados sobre importação de alguns equipamentos não batem. "Tem gente que importa equipamento com a nomenclatura errada para se beneficiar da tributação. Algumas gruas, que pesam de 30 t a 60 t, são registradas como equipamentos de 600 kg nos dados de importação. Assim, fica muito difícil levantar dados corretos que possam balizar as atividades do nosso setor", conta.

Velharias

Um membro do Tribunal de Contas da União tem reclamado que há grandes construtoras fazendo leilões de equipamentos de infraestrutura muito antigos. Ele cita o exemplo de um trator de esteira. "Esse equipamento deve ter vida útil de no máximo cinco anos. Mas, dias atrás, vi o leilão de uma grande empreiteira nacional com um trator de 1982. Isso não poderia ocorrer."

Telhado de vidro

Executivo de incorporadora de grande porte afirma que, em concorrências para construção de galpões e empreendimentos com grandes coberturas, é comum ver projetos serem apresentados com especificação de telhas com 0,50 mm de espessura. Embora tecnicamente aceitáveis, tais propostas, na verdade, ocultam a necessidade de se construir também um sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA). "Telhas de 0,65 mm são mais caras, mas, dependendo do projeto, podem dispensar o SPDA, o que torna o conjunto mais competitivo", lamenta.

BATE-ESTACA

Cobaia, eu?!
Um incorporador de São Paulo aponta que, por aversão ao risco, muitas empresas optam por não adotar soluções construtivas inovadoras - que poderiam otimizar a produção. "Todos têm medo de utilizar algum método ou material novo e algo dar errado. Então, o que fazemos muitas vezes é esperar outras empresas servirem de cobaia e, se tudo corre bem, aí sim consideramos assimilar a tecnologia."

Cremalheira X segurança
Um importante projetista questiona veementemente o uso de elevadores de cremalheira nas obras brasileiras. Segundo ele, mesmo sendo aprovado pelas normas de segurança do trabalho, o equipamento não é seguro e sua instalação ainda é mal fiscalizada. "Duvido que qualquer prefeitura aprovasse seu uso, pois é uma instalação relativamente precária e tem sido feita sem qualquer tipo de fiscalização, diferentemente dos procedimentos usuais dos elevadores residenciais."

SARANYOO WONGCHAI/SHUTTERSTOCK

Tem para escolher
Um empreiteiro da cidade de São Paulo diz que nunca viu uma oferta tão grande e qualificada de operários na construção civil. O término de várias obras imobiliárias, da Arena Corinthians e do trecho leste do Rodoanel é, segundo ele, uma das causas do aumento da oferta. "Recebemos várias ligações diariamente de operários ótimos. Nem temos procurado mais", revela.

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