Estratégias para um mercado seletivo | Construção Mercado

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Estratégias para um mercado seletivo

Edição 159 - Setembro/2014

Como era de se esperar, com o cenário de recessão técnica da economia brasileira, instalado a partir do segundo trimestre de 2014, o setor imobiliário não poderia continuar operando nos mesmos patamares dos últimos anos. No primeiro semestre do ano, as vendas de imóveis novos na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, caíram 48% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

As dificuldades do momento, portanto, exigem esforços redobrados com itens da incorporação. Não dá para errar.

Com dificuldades para comercializar unidades, muitas incorporadoras optaram por reduzir os lançamentos. Em desaceleração, os preços tiveram queda real em algumas cidades. Com tantos números negativos, o consumidor tem incertezas quanto ao crescimento da economia, preferindo muitas vezes adiar a compra do imóvel. O resultado é que algumas incorporadoras estão com excesso de oferta e, agora, veem-se obrigadas a reduzir estoques. Uma parte delas aposta em estratégias de marketing agressivas para atrair clientes, como feirões de imóveis, como mostra a reportagem de capa desta edição. Mas dívidas e estoques em grande volume não são a realidade de todas as empresas do setor. Algumas companhias apostam que produtos formatados com precisão, a partir de pesquisas aprofundadas de mercado, podem encontrar sucesso de vendas. É o que aponta nosso entrevistado do mês, Ubirajara Spessotto de Camargo Freitas, ex-executivo da Cyrela São Paulo e fundador da B/Sinco. Criada em 2013, a empresa segue estratégia de crescimento baseada em produtos que procuram atender a necessidades do público-alvo identificadas em estudos. Conforme ele destaca, o setor imobiliário sobreviveu, no passado, a longos anos de indicadores econômicos negativos, como alto desemprego. As dificuldades do momento, portanto, exigem esforços redobrados com itens da incorporação. Não dá para errar. Estudar cuidadosamente a viabilidade dos empreendimentos e a estratégia de vendas é fundamental.

Eduardo Campos Lima
editor

STRATEGIES FOR A SELECTIVE MARKET
As it was expected, with the scenario of technical recession in the Brazilian economy, installed from the second quarter of 2014, the real estate sector could not continue to operate in the same levels of the last years. During the first half of this year, the sales of new homes in São Paulo's metropolitan area for example, fell 48% in comparison to the same period of last year, according to the Housing Association (SECOVI-SP). Struggling to sell units, many developers have chosen to reduce the number of releases. In gradual decrease, prices showed a real fall in some cities.

With so many negative numbers, consumers are uncertain as to the economic growth, often opting to postpone the property's purchase. As a result, some developers are oversupplied and now see themselves forced to reduce inventories. Some of them bet on aggressive marketing strategies to attract customers, such as housing fairs, as shown in the cover story of this issue. But debts and large inventories aren't the reality of all companies. Some companies are betting that with accurately designed products, based on in-depth market researches, they will be able to succeed in sales. That's what our interviewee of the month shows, with Ubirajara Spessotto Camargo Freitas, former executive of Cyrela São Paulo and founder of the developer B/ Sinco. Founded in 2013, the company follows a strategy of growth based on products that try to meet the the target market needs which are identified in studies. As remarked by himself, the real estate industry in the past has survived to long years of negative economic indicators such as high unemployment. The difficulties of the moment, therefore, require greater efforts concerning the incorporation items. You can't make mistakes. It's essential to carefully study the projects feasibility and the sales strategy.

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