Questão de sobrevivência | Construção Mercado

Gestão

Editorial

Questão de sobrevivência

Edição 160 - Novembro/2014

Estudo realizado pela consultoria Deloitte com empresas da construção civil mostrou que 54% das construtoras utilizam principalmente planilhas eletrônicas para elaborar orçamentos, descartando o uso de sistemas automatizados. Com pouco investimento na gestão orçamentária, o desvio entre as receitas atuais e as receitas previstas atinge 21,7% - patamar elevado demais, a ponto de trazer riscos graves à saúde financeira das organizações.

Em tempos de desaceleração econômica e indicadores do mercado imobiliário em queda, o planejamento orçamentário de obras tem que estar na ordem do dia das incorporadoras e construtoras. Deve começar com estudos de viabilidade que incluam estimativas mais precisas, com o emprego de parametrização complementar dos itens mais impactantes na obra. A margem de erro não deve exceder 10% nessa etapa, de modo a evitar desvios posteriores. Já os orçamentos executivos devem ter margem de erro de no máximo 5%, do contrário podem comprometer irremediavelmente a execução do empreendimento. Além do planejamento cuidadoso, o controle rígido de sua aplicação é necessário para impedir desvios. O grande inimigo a combater são os atrasos no cronograma de obra - calcula-se que um único mês de atraso represente perdas de 0,7% a 1% do VGV.

Em tempos de desaceleração econômica e indicadores do mercado imobiliário em queda, o planejamento orçamentário de obras tem que estar na ordem do dia das incorporadoras e construtoras

Problemas na relação entre contratante e contratadas e modificações de última hora no projeto também são causas frequentes do descontrole orçamentário, como mostra a reportagem de capa desta edição. Com a ajuda de consultores e especialistas, preparamos um passo a passo para o gerenciamento adequado de orçamentos. Essa tarefa é primordial para sobreviver às adversidades do mercado, que, tudo indica, devem continuar em 2015.

Veja como ser mais assertivo e avalie se você está trabalhando com as ferramentas certas.

Eduardo Campos Lima
editor

A MATTER OF SURVIVAL
A study conducted by Deloitte Consulting with companies from the construction sector showed that 54% of them mainly use electronic spreadsheets to prepare budgets, discarding the use of automated systems. With little being invested in budget management, the deviation between actual revenue and expected revenue reaches 21.7% - a too high rate, on the verge of bringing serious risks to the organization's financial health.

In times of economic stagnation and real estate market indicators dropping, the construction budget planning must be on the agenda of developers and builders. It must begin with feasibility studies that include more precise estimations, together with the use of supplementary parameterization of the most essential items to the works. The margin of error shouldn't exceed 10% at this stage in order to avoid further deviation, while executive budgets should have a margin of error of 5% at most, otherwise may irreparably compromise the execution of the project.

Besides careful planning, it is necessary to adopt a strict control of its application to prevent deviations. The great enemy to be fought is the delays in the construction schedule - it is estimated that a single month of delay represents losses of 0.7% to 1% on the General Sales Value. Problems in the relationship between contractor and contracted parties and last-minute changes in the project are also common causes of an uncontrolled budget, as shown by this issue's cover story. With the help of consultants and experts, we have prepared step by step directions for a proper budget management. This is crucial to survive the market's adversities, which seem to continue in 2015.

Learn how to be more assertive and make sure you're working with the correct tools.

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