Contrato de execução de paredes de gesso acartonado deve prever valores unitários e quantidades, além de estabelecer se haverá fornecimento de ferramentas e materiais de consumo | Construção Mercado

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Contrato de execução de paredes de gesso acartonado deve prever valores unitários e quantidades, além de estabelecer se haverá fornecimento de ferramentas e materiais de consumo

Por Bruno Loturco
Edição 160 - Novembro/2014
FOTO: MARCELO SCANDAROLI
FOTO: MARCELO SCANDAROLI
Escolha da empresa a ser contratada deve levar em conta experiência dos profissionais responsáveis pela execução
FOTO: MARCELO SCANDAROLI
Chapas devem ser descarregadas preferencialmente em local próximo ao da instalação

A maior parte das edificações construídas em Light Steel Framing utiliza paredes de gesso acartonado para vedação interna. Mas o drywall é um sistema completo e precisa, obrigatoriamente, ser tratado como tal desde a concepção do projeto até o fim da obra, passando, evidentemente, pela especificação e compra dos materiais.

Dessa forma, com especificação feita pela construtora ou pelo arquiteto, conforme explica o engenheiro Luiz Tadeu Mariutti, do departamento de engenharia da Construtora Sequência, todo o serviço deve estar bem caracterizado, com desenhos e memoriais. De acordo com ele, deve ser especificado o número de parafusos por placa e o sistema a ser adotado para o acabamento entre elas. "Não se deve prever massa corrida sobre as placas, pois elas devem ser entregues com superfície uniforme, com a massa de drywall, e lixadas", explica.

Mão de obra e materiais
É possível contratar somente o serviço, com compra dos materiais a cargo da construtora contratante, ou optar pela modalidade em que o prestador de serviços fica também responsável pela compra dos produtos necessários. No caso da Sequência, conforme revela Mariutti, a opção é sempre por contratar apenas a empreitada de mão de obra. O motivo é a capacidade de negociação de preços. "Eu compro melhor - tenho mais facilidade na compra, compro em boa quantidade, tenho prazo para pagamento. E isso para mim é muito importante", conta.

Nos casos em que a contratante optar pelo fornecimento de mão de obra junta mente com os materiais, o ideal é que o faturamento seja feito diretamente para a construtora, de modo a evitar dupla incidência de tributação.

Ambos os tipos de contrato devem prever valores unitários e quantidades, além de determinar prazos. Também é imprescindível que o contrato estabeleça se haverá fornecimento de ferramentas e materiais de consumo - como fitas para tratamento de juntas. Para obras menores, Mariutti conta ser viável comprar de distribuidores. No entanto, obras grandes podem viabilizar uma negociação direta com os fabricantes.

A logística e o cronograma de canteiro devem ser integrados à compra, pois o ideal é que as peças não fiquem estocadas. Além disso, devido aos cuidados necessários com o material, o ideal é que sejam descarregados já próximos do local de uso.

Outros itens de fundamental importância são os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), cujo fornecimento deve ser determinado em contrato. "É preciso deixar muito claras as quantidades, o preço unitário, o preço total, a condição de pagamento, se a alimentação é por conta do construtor ou da empreiteira, assim como as ferramentas", recomenda Mariutti. Além disso, ele conta que é praxe também haver retenção de parte das parcelas para suprir qualquer vício na prestação de serviço ou envio de guias de quitação de encargos sociais.

Escolha e pagamento
Para selecionar as empresas a serem contratadas, a recomendação geral é atentar para a experiência tanto da empresa quanto dos profissionais envolvidos na empreitada. A Construtora Sequência, conta Mariutti, tem preferência por contratar empresas de menor porte para a realização dos serviços. "Geralmente, o próprio empreiteiro é o dono, que trabalha com mais alguns funcionários. Prefiro ter várias dessas pequenas empresas na obra, por ser mais fácil de controlar. Se tenho uma empresa só, o controle fica na mão dela. E eu não quero isso", resume. Nesse modelo, a seleção de novos prestadores de serviço se beneficia também da indicação por parte dos próprios contratados.

Para serviços de execução de paredes em drywall, o mercado costuma pagar de acordo com a medição do serviço realizado. Assim, explica Mariutti, no dia 15, por exemplo, é feita a medição para que o pagamento seja efetuado no dia 20. "Pode ser uma medição bem rápida. Daí, no fim do mês, executa-se uma medição mais ampla para complementar o pagamento", conta.

Ele salienta ser importante fazer as retenções preventivas no caso de serem detectados vícios construtivos ou quando são emitidas guias de tributos sociais.

NORMAS TÉCNICAS VIGENTES

O sistema de drywall com chapas de gesso acartonado foi o primeiro a ser totalmente normatizado, tanto com relação à sua montagem quanto com relação aos materiais que o compõem. Também seu desempenho como sistema tem base nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Confira as normas que regulamentam o drywall.

NBR 14.715-1 - Chapas de Gesso para Drywall - Parte 1: Requisitos
NBR 14.715-2 - Chapas de Gesso para Drywall - Parte 2: Métodos de Ensaio
NBR 15.758-1 - Sistemas Construtivos em Chapas de Gesso para Drywall - Projeto e Procedimentos Executivos para Montagem - Parte 1: Requisitos para Sistemas Usados como Paredes
NBR 15.758-2 - Sistemas Construtivos em Chapas de Gesso para Drywall - Projeto e Procedimentos Executivos para Montagem - Parte 2: Requisitos para Sistemas Usados como Forros
NBR 15.758-3 - Sistemas Construtivos em Chapas de Gesso para Drywall - Projeto e Procedimentos Executivos para Montagem - Parte 3: Requisitos para Sistemas Usados como Revestimentos
NBR 15.217 - Perfis de Aço para Sistemas Construtivos em Chapas de Gesso para Drywall - Requisitos e Métodos de Ensaio
NBR 12.775 - Placas Lisas de Gesso para Forro - Determinação das Dimensões e Propriedades Físicas - Método de Ensaio

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