Mesmo com redução simbólica nos custos, construtora altera projeto executivo para acelerar prazos e reduzir geração de resíduos na etapa de fechamento da estrutura | Construção Mercado

Construção

Blocos cerâmicos X drywall

Mesmo com redução simbólica nos custos, construtora altera projeto executivo para acelerar prazos e reduzir geração de resíduos na etapa de fechamento da estrutura

Por Maryana Giribola
Edição 161 - Dezembro/2014
DIVULGAÇÃO: MPD

Inicialmente previsto para receber todos os fechamentos internos em blocos cerâmicos, o edifício comercial Helbor Dual Patteo Mogilar, em construção na cidade de Mogi das Cruzes (SP), adotou o processo de construção a seco (paredes de drywall) para fazer os fechamentos internos do prédio. A mudança, segundo Pedro Scarelli Nava Namorado, engenheiro da MPD Empreendimentos, foi estudada quando, na fase do projeto executivo, o empreendimento conquistou o selo de Alta Qualidade Ambiental (Aqua), da Fundação Vanzolini.

A partir daí, a construtora começou a avaliar processos construtivos que, além de economicamente viáveis, contassem com premissas mais sustentáveis do que os materiais de construção comum. "A ideia era tocar uma obra que gerasse o menor volume de resíduos possível e que tivesse melhor organização do canteiro", conta o engenheiro.

A construtora comparou os dois tipos de fechamento (drywall e alvenaria com blocos cerâmicos) para quatro tipos de paredes diferentes na edificação: as que dividem a sala do corredor, a sala dos banheiros, a sala da fachada e as salas entre si. Apesar de não haver uma redução significativa nos custos - a economia total ficou em torno de 2% -, os engenheiros concluíram que a utilização do drywall, além dos benefícios ambientais, traria uma redução nos prazos de execução dessa etapa em aproximadamente dois meses e nas despesas indiretas da obra.

As paredes que dividem as salas dos corredores chegaram a ficar 23,6% mais caras do que no sistema convencional. Também ficaram mais caras as paredes que dividem a fachada das salas, com 16,8% de acréscimo nos custos. Nas outras duas tipologias, no entanto, houve economia na conta final. As paredes que dividem os banheiros das salas ficaram 15,4% mais baratas do que no sistema convencional. Entre as salas, a redução no custo dos fechamentos foi de 21,8%.

O principal desafio ao adotar uma nova estrutura de fechamentos com o projeto em andamento - a substituição aconteceu no projeto executivo, enquanto a obra finalizava a fundação do empreendimento - foi a compatibilização das unidades, por conta das diferenças na espessura de cada parede. Para separar as salas dos corredores com o sistema convencional de fechamento seriam utilizados blocos cerâmicos de 14 cm. Com o drywall, essas mesmas paredes ficaram com 16,5 cm. A variação nas espessuras aconteceu em todas as tipologias de paredes internas do empreendimento.

Esta seção mostra estudos feitos pelas construtoras. As projeções só valem para o caso apresentado. O sistema apontado como mais competitivo pode mostrar-se inviável em obras com outras características e dimensões. O estudo apresentado não deve ser tomado como padrão estrito para decisões de orçamento e escolha de materiais ou sistemas. Construtoras poderão enviar estudos comparativos para publicação nesta seção. Fale com a Redação pelo telefone (11) 2173-2303 ou envie e-mail para construcao@pini.com.br

OPÇÃO A - PAREDE DE DRYWALL

OPÇÃO B - ALVENARIA COM BLOCOS CERÂMICOS

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