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Edição 161 - Dezembro/2014
RATCH/SHUTTERSTOCK
Setor ainda não decidiu se aumenta ou não o tom das cobranças à presidenta reeleita

Morde e assopra
Representantes de sindicatos e associações do setor ainda não acertaram o tom para o esperado diálogo com a presidenta reeleita, Dilma Rousseff, durante seu próximo mandato. De um lado, existe a pretensão de endurecer a cobrança por uma série de reivindicações antigas, como redução da carga tributária e maior flexibilidade nas leis trabalhistas. Por outro lado, os representantes sabem que não podem apertar demais a presidenta, pois neste momento o governo está avaliando os ajustes na próxima fase do Minha Casa Minha Vida. "O jeito é levar no 'banho-maria'", diz o presidente de uma associação.

Campanha estendida
Após a onda de campanhas promocionais de vendas ao longo de 2014, várias incorporadoras já admitem que continuarão oferecendo descontos nos próximos meses, mas sem muita publicidade. O fato é que ainda existem muitos imóveis prontos nos estoques. As incorporadoras admitem oferecer descontos de 5% a 6% nos imóveis prontos, que é o equivalente aos desembolsos previstos com gastos de condomínio e manutenção.

Futuro nada promissor I
O diretor de uma construtora de São Paulo comentou que sua empresa vem trabalhando com um cenário complicado para 2015. Segundo ele, 2014 já não foi fácil para fechar negócios, com clientes demorando muito mais do que o habitual para a tomada de decisão. Em 2015, ele acredita que esse cenário deve se agravar. A saída, diz ele, vai ser investir em praças fora das capitais.

Futuro nada promissor II
Os problemas da Petrobras, como as denúncias de corrupção, estão deixando alguns players do mercado imobiliário carioca de cabelo em pé. Isso porque a indústria de petróleo e gás é uma das principais demandantes de escritórios de alto padrão no Rio de Janeiro. Segundo o executivo de uma incorporadora carioca, a demora na conclusão de obras de infraestrutura na região do Porto Maravilha também preocupa os investidores. Há o receio de que os edifícios construídos fiquem ilhados em meio a áreas pouco desenvolvidas.

BATE-ESTACA

Português para engenheiros
Uma construtora paulista investe já há algum tempo em cursos de alfabetização para operários e evita contratar analfabetos. Agora, a construtora também oferece aulas de português para engenheiros. Segundo o diretor da empresa, "tem engenheiro que não sabe escrever um e-mail de forma correta".

Qualidade duvidosa
O diretor de uma construtora de São Paulo está preocupado com a qualidade dos edifícios construídos entre 2007 e 2010 no Brasil. "As construtoras perderam o controle naquela época. A qualidade das construções caiu demais. O objetivo agora deve ser recuperar a qualidade que havia antes do boom", conta o diretor.

Briga de fornecedores
A representante de uma consultoria critica a forma como alguns fornecedores de revestimento para fachada vendem seus produtos. "Reclamei de um determinado revestimento que não tem norma brasileira. Falei com o fornecedor e ele se defendeu dizendo que o outro fabricante também faz o produto ruim. Eles deviam parar com a discussão e criar uma norma para o produto deles", conta. "Temos visto fachadas deterioradas em pouquíssimo tempo porque o produto não tem bom desempenho, mas está há 30 anos no mercado", completa.

Conservadorismo contra o progresso
Segundo incorporadores de São Paulo, a posição conservadora das escolas de engenharia está deixando as construtoras brasileiras em desvantagem em comparação às construtoras estrangeiras. "As escolas de engenharia do Brasil são de um conservadorismo absurdo. Só falta pedir para irmos de toga às aulas. Nós estamos descobrindo só agora que sistemas leves podem ter, por exemplo, desempenho muito melhor que uma alvenaria", critica um empresário.

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