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Edição 162 - Janeiro/2015

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Empresário do ramo de aluguel de equipamentos aponta: os preços do setor sofreram forte queda - e podem continuar em declínio

O chão é o limite
Embora a modalidade de aluguel esteja em alta, os preços dos equipamentos despencaram. No segmento de gruas, o valor da locação caiu 20% entre 2011 e 2014. Máquinas que eram alugadas por R$ 14,5 mil por mês hoje vão às obras por R$ 10,5 mil. "O construtor não pode condenar o mercado de locação a preços tão baixos, pois somos a sua prateleira", reclama o diretor de uma empresa do ramo. "No mercado de locação o chão é o limite. Algumas empresas menores, que não sabem fazer conta, acreditam que é melhor baixar os preços do que ter seus equipamentos parados no pátio, mas isso não é verdade. Há um custo operacional para fazer a máquina funcionar", lamenta.

Frustração
Para o mesmo diretor, o ramo de locação de equipamentos está em declínio. Com dificuldades de se manter no cenário atual, empresas que entraram no ramo em 2011, na época do boom, já começam a sair do segmento. "Empresas que não têm a frota paga tinham a expectativa de retorno para pagar esse investimento, o que não está acontecendo", conta.

Mistureba
Um consultor na área de concreto conta que já acompanhou duas obras em que a mesma bomba de concreto recebia o material de duas concreteiras diferentes. "Inclusive, concreto de cores diferentes." Nesses casos, ele lembra, o controle de qualidade do concreto fica totalmente prejudicado. "Certamente essas distorções acontecem em situações de emergência, em que as decisões são tomadas sob muita pressão. É preciso ter disciplina e gestão excelentes ao contratar mais de uma concreteira para fornecer o material para uma mesma obra", observa.

BATE-ESTACA

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Solução?
De acordo com representante de um sindicato da construção civil, grandes construtoras desejam parar de contratar empreiteiras por conta dos processos trabalhistas que têm enfrentado. "O empreiteiro quebra e desaparece e a empresa solidária é aquela em que o trabalhador fez o serviço", afirma.

Menos lucro, mais investimento
Uma construtora que atua no mercado imobiliário do Centro-Oeste reclama que as empreiteiras não investem no treinamento de sua própria mão de obra, desejando apenas lucrar. "Elas precisam ter menos olho grande, porque só querem ganhar e não pensam no futuro. Não é à toa que a rotatividade delas é alta", aponta.

Tem que saber fazer
O diretor de uma construtora diz achar um absurdo sua empresa ter que contratar uma empreiteira e dar treinamento para os funcionários dela. "Não temos habilidade para ensinar o profissional a cortar uma esquadria de alumínio, por exemplo. Se eu estou contratando é porque ele tem knowhow para fazer isso pra mim", reclama.

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