Foco em planejamento | Construção Mercado

Construção

Foco em planejamento

Edição 162 - Janeiro/2015
 

O ano de 2015 será marcado por ajustes, tanto macroeconômicos quanto na organização interna das companhias. A arrumação passará, necessariamente, pelo gerenciamento eficiente das empreiteiras

A forte desaceleração do mercado imobiliário em 2014, após anos de bonança que impulsionaram as incorporadoras a lançar em volumes inéditos, deveu-se mais a problemas internos das companhias do que a eventos externos. Essa é a avaliação de Emílio Fugazza, diretor financeiro e de relações com investidores da Eztec, exposta na entrevista do mês desta edição. Para Fugazza, a capacidade técnica elevada e a grande oferta de capital de que as incorporadoras dispunham, no período do boom imobiliário, não foram acompanhadas por capacidade de gestão, o que acarretou, em um período de desaceleração macroeconômica, descontrole de custos de obra, atrasos e endividamento.

A lição que fica é que as empresas do setor precisam colocar a casa em ordem, de maneira a enfrentar os desafios de um período em que a atividade econômica será mais fraca. O ano de 2015 será marcado por ajustes, tanto macroeconômicos quanto na organização interna das companhias. A arrumação passará, necessariamente, pelo gerenciamento eficiente das empreiteiras. Com margens mais estreitas, improdutividade e riscos contratuais e jurídicos não serão aceitáveis. A relação historicamente complexa entre construtoras e empreiteiras deverá ser profissionalizada, na trilha de algumas companhias que já desenvolveram modelos racionalizados para administrar as diversas frentes de trabalho no canteiro e os funcionários das empresas contratadas. A reportagem de capa desta edição, amparada por números de uma consulta realizada pela PINI com gestores de construtoras a respeito de sua relação com as empreiteiras, apresenta alguns dos caminhos já seguidos por empresas do setor. Boa leitura!

Eduardo Campos Lima
editor

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