Construtora compara argamassa virada em obra com argamassa industrializada e obtém economia de 32,6% na etapa de revestimento interno | Construção Mercado

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Custo Comparado

Construtora compara argamassa virada em obra com argamassa industrializada e obtém economia de 32,6% na etapa de revestimento interno

Maryana Giribola
Edição 162 - Janeiro/2015
DIVULGAÇÃO: MPD

Com obras de escala cada vez maior e prazos mais apertados, a Consciente Construtora, de Goiânia, começou a estudar alternativas mais eficientes de execução para os seus empreendimentos. Um dos principais problemas enfrentados durante as construções era com relação ao abastecimento de argamassa, que acabava atrasando etapas como revestimentos interno e externo dos edifícios. "Quando chegávamos a uma fase da obra em que a quantidade de serviços simultâneos aumentava, não conseguíamos fazer o abastecimento antecipado em todas as frentes de trabalho. Isso chegava a atrasar o início dos serviços de reboco e emboço por volta de uma hora e meia", conta Leonardo Menezes, gerente de engenharia da construtora.

Depois de seis meses de estudos, a construtora resolveu trocar a argamassa rodada em obra pela argamassa industrializada, garantindo o abastecimento antecipado do material na obra. O prédio residencial Mundi Consciente Square é o primeiro empreendimento da empresa a usar argamassa industrializada para a execução do reboco e emboço interno.

Com a substituição, a construtora estima um ganho de 25% de produtividade e deve antecipar a entrega dos revestimentos internos - ainda em execução - em cerca de um mês. Além de ganhar em prazo, os custos finais do serviço também diminuíram. Só em material a economia foi de R$ 206.959,50. Já a economia nos custos de mão de obra se deve à diminuição dos operários - de cinco para apenas dois ajudantes - para produção da argamassa e para realizar as descargas de cimento, cal e areia. Também foi possível diminuir a equipe de dois para apenas um operador de betoneira. Com isso, houve uma economia de R$ 313.875,00 no custo final, resultando em numa queda de R$ 520.834,50 no custo total dessa etapa da obra.

Para colocar o sistema industrializado em execução, Menezes conta que foi feita uma série de estudos. "Realizamos todos os ensaios com relação à resistência ao arrancamento comparando com históricos de outras obras, e todos os resultados foram superiores no caso do sistema produzido em usina", conta o engenheiro.

A trabalhabilidade na aplicação feita pelos pedreiros também foi estudada e, no começo, eles sentiram um pouco de dificuldade até se acostumarem com o tempo de início de pega da argamassa industrializada, mais demorado que na argamassa virada, mas a adaptação foi rápida, segundo ele. Como a obra ainda está em operação, a construtora continua monitorando o serviço. Menezes conta que a construtora já fez um ensaio de arrancamento e, pelos resultados obtidos até agora, a resistência tem sido satisfatória.

Apoio de engenharia: Fernando Benigno/PINI Consultoria

Esta seção mostra estudos feitos pelas construtoras. As projeções só valem para o caso apresentado. O sistema apontado como mais competitivo pode mostrar-se inviável em obras com outras características e dimensões. O estudo apresentado não deve ser tomado como padrão estrito para decisões de orçamento e escolha de materiais ou sistemas. Construtoras poderão enviar estudos comparativos para publicação nesta seção. Fale com a Redação pelo telefone (11) 2173-2303 ou envie e-mail para construcao@pini.com.br

OPÇÃO A - ARGAMASSA PRODUZIDA EM OBRA - ÁREA DE M² X ESPESSURA DE 0,015 M

OPÇÃO B - ARGAMASSA INDUSTRIALIZADA - ÁREA DE M² X ESPESSURA DE 0,015 M

Observação: De acordo com a empresa, os valores de mão de obra já incluem as leis sociais. Para mais informações sobre o comparativo, consulte a própria empresa, a Consciente Construtora.

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