Construtora opta por pré-moldados e economiza 6,22% na execução da estrutura de um shopping em Goiânia | Construção Mercado

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Custo comparado

Construtora opta por pré-moldados e economiza 6,22% na execução da estrutura de um shopping em Goiânia

Aline Mariane
Edição 163 - Fevereiro/2015
 

A construtora Queiroz Silveira, de Goiânia, iniciou em setembro de 2014 a construção do Golden Shopping, empreendimento que contará com dois pavimentos, cerca de 290 lojas e 19.548,25 m² de área bruta locável (ABL). Para executar a estrutura, a construtora pensou inicialmente em três opções: metálica, convencional (concreto armado) e pré-moldada.

Entretanto, antes de realizar o comparativo, os executivos excluíram a primeira opção (metálica) por considerar caro o custo do aço. "Pelo preço do quilo de aço, pela montagem e também pelo preço das vigas, vimos que acabaria ficando mais caro que as outras opções", explica Rogério Queiroz, diretor da construtora.

Para orçar as opções de estrutura convencional e pré-moldada, a Queiroz Silveira contratou dois projetistas estruturais que elaboraram diferentes projetos. Após realizar os comparativos, a construtora optou pela alternativa mais barata: estrutura pré-moldada - a economia foi de 6,22%. Porém, a escolha não foi feita apenas devido ao custo, mas também por fatores como agilidade e custos indiretos.

Primeiramente, de acordo com o estudo realizado, a estrutura pré-moldada seria concluída dois meses antes da estrutura de concreto armado, ou seja, haveria economia do custo fixo da obra, como os custos com colaboradores. Outro ponto considerado e que foi importante para a escolha da construtora foi a execução da obra. Caso a estrutura do Golden Shopping fosse realizada de forma convencional, toda a execução de pilares, vigas e lajes seria feita dentro do canteiro de obras, aumentando os riscos de acidentes e também de falhas construtivas. A preocupação com possíveis ações trabalhistas derivadas desse tipo de problema também foi considerada pela Queiroz Silveira, de acordo com Rogério Queiroz. "As peças pré-moldadas chegam completamente prontas da indústria. As vigas e as lajes são todas pré-moldadas. Logo, com o auxílio do guindaste, monta-se como se fosse um quebra-cabeça. Já a convencional é toda feita in loco", explica Queiroz.

Outra vantagem visualizada se deu após verificar a necessidade de realizar um escoramento metálico para concretar a laje, caso ela fosse executada de forma convencional. "Devido ao pé-direito da construção ser de 6 m, seria necessário que fizéssemos um escoramento especial", conta Rogério Queiroz. Este escoramento metálico aumentaria os custos com aço, além de aumentar a quantidade de trabalho em canteiro.

O diretor da Queiroz Silveira conta ainda que, se fosse considerado apenas o custo do serviço, a execução da estrutura convencional seria mais barata. Mas na hora de considerar o tempo de construção, os custos dos escoramentos e a forma de execução, a opção pré-moldada tornou-se mais interessante. "Acabou ficando mais interessante e viável utilizar o pré-moldado e foi importante ter feito o projeto das duas estruturas para não termos apenas estimativas", ressalta o diretor. Ainda de acordo com ele, a estrutura pré-moldada será iniciada entre os meses de fevereiro e março de 2015. O empreendimento deverá ser entregue em outubro de 2016.

Aline Mariane
Apoio de engenharia: Fernando Benigno/PINI Consultoria

Esta seção mostra estudos feitos pelas construtoras. As projeções só valem para o caso apresentado. O sistema apontado como mais competitivo pode mostrar-se inviável em obras com outras características e dimensões. O estudo apresentado não deve ser tomado como padrão estrito para decisões de orçamento e escolha de materiais ou sistemas. Construtoras poderão enviar estudos comparativos para publicação nesta seção. Fale com a Redação pelo telefone (11) 2173-2303 ou envie e-mail para construcao@pini.com.br

 

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