É na crise que se cresce | Construção Mercado

Construção

Editorial

É na crise que se cresce

Edição 164 - Março/2015

Se antes sobravam incertezas sobre o cenário econômico nacional, agora não há mais dúvida: o Brasil passa por um momento de crise. A tendência de alta da inflação levou o Banco Central a elevar novamente a taxa básica de juros, o que certamente refletirá por toda a capacidade de consumo e endividamento tanto de empresas quanto das famílias. Soma-se ao momento ruim a Operação Lava Jato, que tem colocado o Governo Federal - e algumas construtoras - na mira das investigações por parte da Polícia Federal.

O setor da construção civil, por sua vez, também já viveu dias melhores. Com estoques em elevação desde, pelo menos, meados de 2014, as construtoras têm visto o crédito se tornar mais difícil, os preços estagnarem e até mesmo o programa Minha Casa Minha Vida atrasar - e muito - os repasses pelas unidades entregues. A crise hídrica que afeta a capacidade de abastecimento em pelo menos 13 Estados também é motivo de preocupação por parte do setor produtivo.

Construtoras e incorporadoras de todo o País e de todos os portes devem aproveitar o momento para (...) enxugar custos e investir em planejamento e produtividade para garantir margens de lucratividade e manter o faturamento ativo

Em meio a um dos cenários mais adversos das últimas décadas, os principais representantes do setor, ouvidos para reportagem de capa desta edição de Construção Mercado, são unânimes em afirmar que o momento não é para pessimismo, mas para apostar em ajustes profundos. Mais do que nunca, é hora de as construtoras repensarem estratégias de mercado, o que inclui ajustes na composição das equipes de canteiro e de incorporação, revisão de lançamentos previstos e análise estratégica de landbank.

Seguindo a máxima que afirma ser a crise fértil para o crescimento, construtoras e incorporadoras de todo o País e de todos os portes devem aproveitar o momento para fazer o que vem sendo recomendado pela revista Construção Mercado desde, pelo menos, janeiro de 2011. Ou seja, enxugar custos e investir em planejamento e produtividade para garantir margens de lucratividade e manter o faturamento ativo. Boa leitura!

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