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Casos de trabalho análogo ao escravo caem pela metade na construção civil, mas setor ainda é o primeiro em ocorrências

Por Aline Mariane
Edição 164 - Março/2015

SCULPIES/SHUTTERSTOCK

A formalização do setor da construção civil nos últimos anos não foi suficiente para que práticas de trabalho análogo ao escravo fossem deixadas para trás. É o que aponta relatório divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sobre as ações fiscais em que foram encontrados trabalhadores nessa situação. Em 2014, foram resgatados 1.590 trabalhadores em situação de trabalho escravo em diversas atividades, em todo o País. Deste total, 437 atuavam na construção civil - dado que coloca o setor em primeiro lugar no número de trabalhadores resgatados; em segundo, aparece a agricultura, com 344 resgates. O número ainda é expressivo, mas representa uma queda de 48,5% em relação a 2013, quando foram identificadas 849 pessoas em regime de trabalho análogo à escravidão no setor da construção.

Em 2014, a ação em que mais trabalhadores foram resgatados foi numa obra na cidade de Macaé (RJ). Neste caso, 118 trabalhadores foram resgatados pelo MTE de uma construção gerida por uma grande construtora. Outros Estados onde as ações fiscais também encontraram trabalhadores em condições precárias foram: Pará, Tocantins, Minas Gerais, Maranhão, São Paulo e Bahia. Procurado pela reportagem, o MTE não forneceu mais informações sobre o que foi encontrado nas ações fiscais.

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