Fiesp vê potencial para investimento de R$ 201,6 bilhões por ano no segmento habitacional | Construção Mercado

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Fiesp vê potencial para investimento de R$ 201,6 bilhões por ano no segmento habitacional

Edição 165 - Abril/2015
Foto: Marcelo Scandaroli

A terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida contará com uma nova modalidade de financiamento. A Faixa 1 com Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) combinará os incentivos da faixa dos beneficiários cuja renda é de até R$ 1.600 (Faixa 1) com os que recebem entre R$ 1.601 e R$ 3.275 (Faixa 2). Com o objetivo de aumentar o público que tem acesso ao programa, a nova modalidade planeja que, no caso de financiamento, o beneficiário possa usar as cotas dos recursos do FGTS como parte do pagamento.

A novidade foi anunciada no dia 16 de março pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, após reunião em Brasília com o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, a presidente da Caixa, Miriam Belchior, e representantes da construção civil. O lançamento oficial da terceira fase e seu detalhamento, porém, ainda não têm data específica para ocorrer. Segundo Barbosa, isso será feito até o fim de 2015.

A meta do programa é contratar, até o fim de 2018, a construção de 3 milhões de moradias, chegando a um total de 6,75 milhões de unidades contratadas no total de suas três fases. As informações são da Agência Brasil.

Aporte em infraestrutura pode atingir R$ 222 bilhões por ano se política de gastos for preservada

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) fez projeções dos investimentos em infraestrutura para o período 2015-2022, com base no levantamento dos programas do Governo Federal em andamento para cada setor e com base no histórico de gastos dos investimentos privados, além de desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para o período mencionado são projetados investimentos da ordem de R$ 1,783 trilhão, o equivalente a uma média anual de R$ 222,9 bilhões, um valor 20,8% superior à média dos anos 2010-2014, que foi de R$ 184,5 bilhões. As projeções feitas indicam investimentos de R$ 364,2 bilhões em transporte (rodoviário, ferroviário, aquaviário e aeroviário); R$ 388,7 bilhões em energia; R$ 768,384 bilhões para petróleo e gás; e R$ 261,574 bilhões para telecomunicações. No entanto, o valor médio anual dos investimentos em infraestrutura em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) deve ter uma alta modesta, de 3,8%, de acordo com as projeções. Dessa forma, o cenário de investimentos não prevê uma solução imediata das carências do País em termos de infraestrutura.

Investimento em habitação no País pode superar R$ 200 bilhões por ano até 2022, estima Fiesp

Projeção leva em conta demanda futura de novas famílias e redução de déficit habitacional já existente

Foto: Marcelo Scandaroli

A demanda por moradias no Brasil tem condições de mobilizar um investimento anual médio de R$ 201,6 bilhões entre 2015 e 2022. A projeção foi feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que considera este um aumento considerável do investimento em habitação, visto que, antes de 2010, os investimentos em moradias não chegavam a R$ 100 bilhões.

De acordo com a entidade, o ritmo de crescimento demográfico e a trajetória econômica do País contribuirão para formar 1,144 milhão de novas famílias entre 2015 e 2022. Portanto, a política habitacional brasileira deveria ter como meta produzir moradias futuras para essas novas famílias, além de estruturar condições para se reduzir o déficit habitacional já existente. Para substituir as moradias precárias, deverão ser construídas 197 mil unidades por ano ao longo de duas décadas. Somadas a esse montante estão também as construções de mais 106 mil unidades por ano para eliminar em 20 anos a coabitação indesejada.

A soma dessas necessidades envolverá uma produção de cerca de 1,448 milhão de moradias por ano, ou seja, 11,548 milhões de moradias entre 2015 e 2022. Nesse cenário, o déficit habitacional seria reduzido de 12,1% para 4,1% das famílias brasileiras daqui sete anos. O valor dos imóveis novos utilizado pela Fiesp nas suas projeções é de R$ 125 mil em 2014, considerando o preço de imóveis de diferentes padrões, cada um com seu valor de referência, e também o processo de valorização de 3%. Sendo assim, o crescimento dos valores ao longo dos anos faz a média saltar para R$ 158,3 mil, em 2022.

Valor de locação de escritórios está em queda, mostra consultoria

O preço pedido médio de locação de escritórios no Brasil fechou o ano em R$ 109,2/m²/mês, uma queda de 11,5% nominal em relação a 2013 e recuo de 4,1% entre o terceiro e o quarto trimestre. A pesquisa foi feita pela consultoria Cushman & Wakefield, que considerou dados de Brasília, Porto Alegre, Recife, Curitiba, Salvador, Vitória, São Paulo e Rio de Janeiro. Para 2015, a consultoria prevê que o alto volume de entregas, com absorções líquidas tímidas, deverão continuar a pressionar a taxa de vacância para cima. Em 2014, a vacância no setor foi de 16,3%, um aumento de 0,5% ponto porcentual em relação ao registrado em 2013.

A consultoria espera que a demanda líquida por espaço continue no mesmo patamar de 2014. Além disso, ela ressalta que o ambiente de grandes entregas de alto padrão - com aumento de vacância e reajuste de preços - tem contribuído para o desempenho da absorção bruta, que teve nos seus dois últimos anos resultados muito acima da média histórica.

Veja estudo da consultoria Cushman & Wakefield sobre a situação do mercado de locação corporativa em oito capitais brasileiras no quarto trimestre de 2014

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