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Edição 165 - Abril/2015
ICULIG/SHUTTERSTOCK
Empresários do setor da construção consideram grave a crise política que envolve o Governo Federal e afeta a economia

Crise política
O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) está se articulando com "outras forças da sociedade" para tomar uma atitude diante do que considera uma "crise moral" do governo da presidente Dilma Rousseff. A afirmação foi feita em alto e bom som durante coletiva de imprensa na sede do sindicato, no fim de fevereiro. Questionado em particular, um representante negou que o objetivo da articulação seja o impeachment e afirmou que não poderia dar mais detalhes naquele momento. Veremos um panelaço nos canteiros?

Não é atraso, é fluxo
O Minha Casa Minha Vida não atrasou o pagamento para construtoras, de acordo com uma fonte do Ministério das Cidades. O que há, na verdade, é um ajuste no fluxo de pagamento, que era feito em até dois dias após a comprovação de andamento mensal da obra, e agora passou para 15 a 30 dias, como é o padrão de outras obras públicas. "É um problema a gente ter que trabalhar com empresas que não conseguem esperar 15 dias pelo pagamento", desabafou a fonte do governo.

Lava Jato corta investimentos
De acordo com diretores de construtoras investigadas pela Operação Lava Jato, a situação financeira de suas empresas é preocupante. Segundo relatos, a solução tem sido demitir funcionários e cancelar investimentos em treinamento, pelo menos por este ano. "Não estão conseguindo manter os colaboradores na empresa, imagine investir neles", reclama uma diretora de empreiteira.

Menos R$ 3 milhões
Uma construtora da região Centro-Oeste conta que, há aproximadamente dois meses, a empresa que fornecia concreto para todas as suas obras baixou as portas e sumiu com R$ 3 milhões pagos antecipadamente pelos serviços, que seriam executados ao longo deste ano. "Ela tinha várias obras conosco, e estávamos antecipando o pagamento do concreto para ela aguentar os preços dos materiais, caso eles tivessem alta", afirma um dos diretores da empresa. "Não sei o que faremos, mas vamos tentar recuperar esse dinheiro", lamenta.

BATE-ESTACA

Conta pesada
A contratação de empresas aventureiras no segmento de equipamentos tem aumentado a exposição das construtoras a riscos trabalhistas. "Essas empresas contratam operadores e não arcam com suas obrigações. A responsabilidade acaba sendo assumida pelas construtoras", alerta um fornecedor. Segundo ele, uma empresa do segmento de infraestrutura arcou recentemente com mais de mil ações trabalhistas, 80% delas oriundas de locadores que não pagaram os direitos devidos aos seus operários. "Nesses casos, o sindicato sempre aciona a construtora", alerta.

Fiscais na berlinda
Segundo um fornecedor de equipamentos de pequeno porte, as autuações dos equipamentos e das obras que usam máquinas fora de conformidade com a NR 12 têm sido feitas de forma errônea e distorcida. Ele afirma que a maior parte dos fiscais responsáveis pela tarefa sequer tem condições técnicas para avaliar as máquinas. "Estão exigindo apenas uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) atestando que os equipamentos atendem à NR 12. Qualquer engenheiro pode fazer um laudo constatando isso", conta, revelando que há construtoras apelando para esse recurso.

Desconfiança
A possível insegurança dos sistemas de comunicação entre bancos e a central eletrônica nacional de registros imobiliários é a grande preocupação das instituições financeiras nesses meses de adaptação ao novo modelo digital. "Vai funcionar mesmo sem problemas?", questiona um executivo. Por enquanto, segundo ele e outros profissionais ligados às empresas de concessão de crédito imobiliário, os testes seguem bem, mas em ritmo lento.

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