Balanços indicam estoques de R$ 25,8 bilhões entre empresas de capital aberto | Construção Mercado

Painel de Mercado

Balanços indicam estoques de R$ 25,8 bilhões entre empresas de capital aberto

Edição 166 - Abril/2015

A venda de estoque é a grande preocupação das incorporadoras de capital aberto para os próximos meses. Em valor de mercado, o estoque chegou a R$ 25,854 bilhões no fim de 2014, alta de 3,7% ante o fim de 2013. Nesse período, a velocidade das vendas acumulada em 12 meses caiu de 49% para 47%, e a duração estimada do estoque cresceu de 13,0 meses de vendas para 15,4.

Os dados integram relatório elaborado pelo banco JP Morgan a partir dos balanços publicados em março por nove incorporadoras listadas na Bolsa (veja a tabela). A instituição financeira avalia que o volume de estoques tende a impactar as margens do setor, que precisará se esforçar para vender essas unidades, recorrendo a campanhas promocionais e descontos.

Em média, 18% do estoque correspondem a obras concluídas, que geram custos de manutenção e condomínio às incorporadoras. O peso dos imóveis prontos é maior para a PDG, pois representa 37% do total de remanescentes da companhia, e menor para a Rodobens e a MRV, com 3% e 4%, respectivamente.

BALANÇO

*Baseado nas vendas dos últimos 12 meses
Fonte: JP Morgan

SindusCon-SP prevê queda de até 5,5% no PIB da construção em 2015

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) reviu suas estimativas de crescimento para o setor em 2015. A nova previsão ocorreu após o IBGE apontar, em 27 de março, recuo de 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) da construção em 2014 - o pior resultado desde 2009, quando houve queda de 6,3%.

"Se o PIB brasileiro em 2015 cair 1,5%, o PIB da construção deverá recuar 5,5%", afirmou o presidente da entidade, José Romeu Ferraz Neto. Em novembro, o SindusCon-SP e a Fundação Getulio Vargas (FGV) estimavam um desempenho entre estável e leve alta de 0,5% para o setor este ano.

DANIEL BENEVENTI

Primeira PPP de habitação do País é assinada em São Paulo

Primeiro lote prevê a implantação de 3.683 moradias na região da Barra Funda, na zona Oeste da capital

A primeira Parceria Público-Privada de habitação do Brasil, que prevê a construção de 14,1 mil moradias nas regiões central e oeste da cidade de São Paulo, foi formalizada no fim de março, com a assinatura de um contrato entre o Governo do Estado, a prefeitura e a Canopus Holding S.A.

A empresa de Minas Gerais foi vencedora do lote 1 da PPP, o único a receber proposta dos quatros disponíveis no edital do instrumento, lançado em setembro e que deve passar por reformulações. As 3.683 residências do primeiro lote serão construídas na região da Barra Funda (veja o mapa). O investimento será de R$ 1,4 bilhão, e o Governo Estadual conduzirá os trabalhos por meio do programa habitacional Casa Paulista.

Das moradias contratadas, 2.260 serão Habitações de Interesse Social (HIS), voltadas a famílias com renda de até seis salários mínimos, e 1.423 Habitações de Mercado Popular (HMP), para famílias com renda entre seis e dez salários mínimos.

PL que reduz desoneração da folha de pagamento é enviado ao Congresso

O Governo Federal enviou ao Congresso, em 20 de março, o projeto de lei 863/15, que pretende reduzir a desoneração da folha de pagamento de 56 setores, incluindo a construção. O texto prevê que as empresas atingidas com alíquota de 1% de contribuição previdenciária sobre a receita bruta (CPRB) passem a contribuir com 2,5%, enquanto as com alíquota de 2% arquem com 4,5%. Para a Abrainc, a lei pode trazer prejuízos ao mercado imobiliário e elevar o custo da construção - o mesmo temor foi ressaltado pelo SindusCon-SP. O PL foi encaminhado ao Legislativo em regime de urgência e trancará a pauta da Câmara caso não seja votado em 45 dias. Se chegar ao Senado, o mesmo prazo será dado para votação. E, após a publicação da lei, ainda serão necessários 90 dias para que as regras entrem em vigor.

Site com normas interpretadas orienta compra de materiais

Novo serviço da PINI, Construnormas possui fichas resumo de mais de 150 itens de construção. Tabelas e textos simplificam a compreensão de normas técnicas e requisitos de desempenho

REPRODUÇÃO:PINI

Projetistas, compradores e especificadores podem agora efetuar consultas expressas sobre requisitos de desempenho e características nominais dos principais itens da construção, como vedações, revestimentos, impermeabilização e coberturas.

O site Construnormas, no endereço (www.construnormas.pini.com.br), foi concebido pela área de engenharia da PINI para facilitar a consulta técnica sobre produtos diretamente relacionados ao desempenho e vida útil da edificação. Para cada item, a PINI compilou em diferentes tabelas as informações mais importantes extraídas das normas prescritivas - como dimensões, resistência, comportamento em uso - e combinou com requisitos de desempenho exigidos pela NBR 15.575 - Edifícios Habitacionais - Desempenho.

O site apresentará recomendações sobre requisitos do produto e informações que devem ser exigidas dos fabricantes. A área de engenharia da PINI produzirá novas fichas continuamente e ficará responsável pela atualização das informações das fichas existentes. Os fabricantes e entidades setoriais também poderão enviar resultados de ensaios e outras informações para complementar o conteúdo.

A consulta dos profissionais ao site Construnormas não substitui, em hipótese alguma, o exame detalhado das normas técnicas vigentes elaboradas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Pelo contrário, as interpretações e apontamentos reunidos no site visam a facilitar e a estimular o consumo frequente das informações integralmente contidas nos textos das normas, comercializadas nos canais autorizados pela ABNT (www.abnt.org.br).

Projeto de lei que regulamenta a terceirização é aprovado na Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou em 8 de abril, por 324 votos a favor, 137 contrários e duas abstenções, o texto principal do Projeto de Lei (PL) 4330/2004, que regulamenta a terceirização de serviços no País. Até o fechamento desta edição, em meados de abril, emendas estavam sendo feitas à proposta antes que ela fosse enviada ao Senado.

O texto - que aprova os contratos terceirizados nas atividades-fim das empresas - causou polêmica pelo País, mas agradou, de maneira geral, os representantes do setor da construção. "A terceirização é um instrumento de especialização e de mais produtividade. Esse PL traz um avanço importante na segurança jurídica das empresas, inclusive terceirizadas", diz o diretor- executivo da Abrainc, Renato Ventura. Já o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, considera o trabalho terceirizado fundamental na construção civil, mas acredita que o projeto necessita de ajustes, como uma maior clareza com relação à contratação dos serviços. E o presidente da CBIC, José Carlos Martins, diz que essa é uma grande chance de formalizar setores.

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