Feirão da Caixa tem recuo de 22,5% nos negócios em São Paulo, Recife e Belém | Construção Mercado

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Feirão da Caixa tem recuo de 22,5% nos negócios em São Paulo, Recife e Belém

Edição 167 - Junho/2015
FOTO: MARCELO SCANDAROLI FOTO: MARCELO SCANDAROLI
  Crédito imobiliário mais caro deixou consumidores reticentes em fechar negócios neste ano

O 11º Feirão da Casa Própria, promovido pela Caixa Econômica Federal, mostrou retração dos negócios nas três cidades que receberam o evento entre os dias 24 e 26 de abril - São Paulo, Recife e Belém. Ao todo, o feirão movimentou R$ 3,903 bilhões nessas praças, montante 22,5% menor que no ano passado, quando chegou a R$ 5,038 bilhões.

Um dos motivos que explica essa queda é a elevação das taxas de juros do crédito imobiliário que têm origem na caderneta de poupança, ou seja, destinados à comercialização de imóveis na faixa de R$ 190 mil a R$ 750 mil. Diante da escassez de funding da poupança, o foco da Caixa foi o financiamento de habitação popular no âmbito do programa habitacional Minha Casa Minha Vida e as demais operações com recursos do FGTS.

A maior retração dos negócios foi verificada em Recife, que movimentou R$ 729 milhões em 2015 ante R$ 1,21 bilhão em 2014, uma queda de 60,1%. Ao todo, mais de 5,7 mil contratos foram fechados ou entraram em andamento no evento, onde foram oferecidos 20,5 mil imóveis, distribuídos pela região metropolitana de Recife. Em Belém, os contratos atingiram R$ 183 milhões em 2015, recuo de 54,1% em relação aos R$ 337,96 milhões do ano passado.

Já em São Paulo, a queda foi mais moderada. O feirão movimentou R$ 3,02 bilhões neste ano, 13,5% menos do que os R$ 3,49 bilhões do ano passado. Na evento paulistano havia oferta de mais de 80 mil imóveis distribuídos pela capital, região metropolitana e Baixada Santista.

Até o fechamento desta edição, ainda não haviam sido divulgados os resultados dos feirões realizados entre 15 e 17 de maio em Campinas, Curitiba, Fortaleza e Rio de Janeiro nem dos que aconteceram de 22 a 24 de maio em Brasília, Florianópolis, Porto Alegre e Uberlândia. No mês de junho, o evento passará por Belo Horizonte, Goiânia e Salvador, entre os dias 12 e 14.

Empresários acreditam em crescimento das vendas em 2016, mostra pesquisa

Lançamentos, no entanto, devem permanecer em baixa até que haja avanço na comercialização dos estoques

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Em sondagem feita em abril com representantes de incorporadoras de capital aberto e/ou presença nacional, a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) constatou que, para 67% dos executivos, as vendas em 2016 deverão ser maiores que as realizadas em 2014 e em 2015, separadamente. No campo dos lançamentos, 79% dos executivos acreditam que o volume de lançamentos será igual ou menor ao realizado em 2014. Por essa razão, o setor deve centrar seus esforços na comercialização das unidades em estoques.

Para os empresários, o cenário econômico ruim, as últimas determinações governamentais visando ao ajuste fiscal e a movimentação da Caixa Econômica Federal elevando por duas vezes os juros para o financiamento habitacional estão contribuindo para a piora do cenário do setor. Entretanto, o fator com mais impactos negativos, segundo avaliação dos entrevistados na pesquisa, é a queda na atividade econômica nacional e, consequentemente, a insegurança da população em relação à manutenção do emprego.

CBIC incentiva ética e compliance na construção civil

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) lançou o projeto Ética e Compliance na Construção, que auxiliará na gestão da ética em organizações de empresas do setor e no cumprimento de normas legais e regulamentares, políticas e diretrizes do negócio. Para saber mais, acesse www.cbic.org.br/etica/livreto.pdf.

Novo Plano Diretor Estratégico de São Paulo é regulamentado

Texto permite a uniformização dos critérios de análise técnica de projetos

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Texto do decreto viabiliza uniformização dos critérios de análise técnica de projetos

A Prefeitura de São Paulo regulamentou os dispositivos da lei 16.050, o novo Plano Diretor Estratégico (PDE), em vigor desde julho de 2014. O texto do decreto viabiliza a uniformização dos critérios de análise técnica de projetos, com regras sobre taxas mínimas de permeabilidade, cotas obrigatórias de vagas de estacionamento e conceitos relativos às áreas dos lotes e ao número de andares das edificações. A lei estabelece, entre outras mudanças, a duplicação das áreas demarcadas como Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), destinadas à produção de moradias, sendo 60% das construções obrigatoriamente para famílias com renda de até três salários mínimos. O plano também prevê que empreendimentos habitacionais construídos próximos de estações de metrô ou corredores de ônibus poderão ter aumento do potencial construtivo permitido. No documento consta ainda a definição de que prédios com, no máximo, oito andares sejam liberados no meio dos bairros, e igrejas evangélicas sejam regularizadas, bem como ocupações de sem-teto. O texto cogita ainda a possibilidade de construção de um novo aeroporto na cidade, em área de manancial.

A versão ilustrada do PDE está disponível para acesso gratuito no site de Gestão Urbana da prefeitura.

Banco do Brasil eleva juros de financiamentos de imóveis

O Banco do Brasil reajustou os juros das linhas de crédito para habitação, elevando as taxas de financiamentos imobiliários de 9,9% ao ano mais a taxa referencial (TR) para 10,4% ao ano mais a TR. A mudança vale para financiamentos concedidos a partir do dia 18 de maio. Em nota, o banco informou que o aumento dos juros foi necessário para compensar os maiores custos de captação de recursos.

O prazo máximo de pagamento foi estendido de 360 meses (30 anos) para 420 meses (35 anos), e essa ampliação dependerá do perfil de cada cliente. Já o teto de financiamento foi mantido em 80% do valor do imóvel para todos os mutuários.

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