Caixa suspendeu financiamentos do Plano Empresário, principal linha para construção, segundo incorporadores | Construção Mercado

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Caixa suspendeu financiamentos do Plano Empresário, principal linha para construção, segundo incorporadores

Por Circe Bonatelli e Thiago Moreno
Edição 167 - Junho/2015
DEREK HATFIELD/SHUTTERSTOCK

A Caixa Econômica Federal fechou a torneira de sua principal linha de financiamento para a construção de imóveis no País, o Plano Empresário. Embora a medida não seja admitida oficialmente pela instituição financeira, a reportagem da Construção Mercado confirmou com incorporadoras e associações do setor que os pedidos de empréstimos para novos projetos imobiliários têm sido recusados desde, ao menos, o fim de abril. A liberação de recursos ocorre apenas para projetos cujos contratos já haviam sido assinados. A escassez de crédito imobiliário está relacionada ao aumento da taxa básica de juros (Selic) e ao esvaziamento da caderneta de poupança, principal fonte de recursos para financiar a habitação no País. De acordo com dados do Banco Central, o saldo líquido dos depósitos e saques da poupança ficou negativo em R$ 23,7 bilhões nos primeiros quatro meses do ano, um cenário muito pior do que o esperado por empresários dos ramos financeiro e imobiliário. Procurada, a Caixa não concede entrevista sobre o tema e se limita a informar, por meio de nota, que, para 2015, a principal fonte de recursos para o crédito imobiliário será o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). 'Para esses financiamentos, as concessões estão sendo realizadas normalmente e não tiveram nenhuma alteração nas condições', afirma o banco.

Antes de negar novos empréstimos, a Caixa subiu as taxas do Plano Empresário. Os aumentos foram de 1,0 a 1,25 ponto porcentual em relação ao fim de 2014 para financiamentos com recursos originados na poupança. Para as empresas de micro e pequeno porte, as taxas efetivas praticadas haviam subido para a faixa de 11,0% a 12,5% ao ano (a.a) - dependendo do grau de relacionamento com o banco - ante 10,0% a 11,5% a.a. em dezembro. Nesse mesmo período, a taxa para as empresas de médio e grande porte passou de um patamar entre 9,5% e 11% a.a. para 10,75% a 12% a.a. Já os empréstimos com recursos advindos do FGTS mantiveram suas taxas inalteradas em 8,3% a.a.

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