Alto número de ações originadas em distratos de vendas faz incorporadoras elevarem provisões com despesas judiciais | Construção Mercado

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Processos judiciais

Alto número de ações originadas em distratos de vendas faz incorporadoras elevarem provisões com despesas judiciais

Por Roberta Prescott
Edição 167 - Junho/2015

EVLAKHOV VALERIY\SHUTTERSTOCK

O volume de provisões feito pelas incorporadoras para processos judiciais cíveis subiu fortemente em 2014, com tendência de permanecer elevado em 2015, possivelmente, com novos acréscimos. A diminuição está prevista apenas para o longo prazo, segundo especialistas. A maior parte das provisões é feita pelas empresas para arcar com despesas prováveis com processos por atrasos nas entregas das obras e/ou não conformidade com o que foi vendido, entre outros fatores. Desde o ano passado, porém, os processos por cancelamentos de vendas estão crescendo. Isso porque há um grande volume de empreendimentos lançados nos últimos anos em fase de entrega, momento que concentra a ocorrência dos distratos.

Segundo relatório da equipe de análise de real estate do banco HSBC, o volume de provisões informado nos balanços de oito incorporadoras listadas na bolsa de valores (Cyrela, Direcional, Even, EZtec, Gafisa, MRV, PDG e Tecnisa) passou de R$ 126 milhões em 2013 para R$ 289 milhões em 2014, um crescimento de 129,4%. 'Embora as construtoras tenham melhorado o ciclo de construção, e as entregas atrasadas sejam um problema reduzido, as empresas ainda continuam a pagar por projetos legados. Os compradores têm em média de três a cinco anos para entrar com uma reclamação contra as construtoras após a entrega da unidade', afirmam os analistas do HSBC no relatório.

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