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Raio X - Distrito Federal

Incorporadoras estudam novos lançamentos em Brasília e entorno após redução dos estoques

Empresas avaliam, com cautela, projetos de alto padrão no Setor Noroeste da capital federal e econômicos em Samambaia

Por Bruna Martins Fontes
Edição 167 - Junho/2015

DIVULGAÇÃO: PAULO OTAVIO
Terreno na Asa Norte receberá residencial de alto padrão da incorporadora PaulOOtavio, com entrega em 2017

O mercado imobiliário na cidade de Brasília está retornando gradualmente à normalidade após três anos marcados por excesso de oferta, estoques altos e depreciação dos preços dos imóveis. Embora permaneça no ar um clima de cautela com o mercado local, o que inclui entraves burocráticos, alguns incorporadores já enxergam espaço para novos aportes, como é o caso dos empreendimentos de alto padrão no Setor Noroeste da capital federal e das unidades econômicas nas cidades-satélites. 'A retomada dos lançamentos começa neste ano. No primeiro quadrimestre, houve aumento de 17% na venda de novos e de 30% do VGV (valor geral de vendas) lançado em relação a 2014', afirma Marco Antônio Demartini, diretor-executivo da consultoria imobiliária Lopes Royal e vice-presidente administrativo do Sindicato da Habitação do Distrito Federal (Secovi-DF).

Quem dá uma volta por Brasília atualmente pode até encontrar alguns tapumes anunciando novos empreendimentos imobiliários, mas dificilmente encontrará um canteiro em operação fora do Setor Noroeste, o último espaço disponível para lançamentos na região do Plano Piloto. A calmaria se deve ao fato de que nos últimos dois anos não houve muitos lançamentos residenciais e comerciais na cidade nem em seu entorno. Em 2014, foram entregues 2,8 mil unidades no Distrito Federal, uma quantidade bem distante das 17 mil registradas em 2011, segundo pesquisa da Lopes Royal, braço regional da imobiliária Lopes. O mercado está em compasso de espera por dois motivos. Primeiro porque passa por um momento de ajuste da oferta após o boom de lançamentos entre 2010 e 2012. Nesse período ocorreram 207 lançamentos, totalizando 44.700 unidades, de acordo com a consultoria. O segundo motivo é que as obras enfrentam demora na aprovação e na liberação do Habite-se, atrasando a sua entrega.

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