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Indústria e logística geram demanda por galpões e habitações populares em Goiânia e no interior do Estado

Anápolis, Senador Canedo e Aparecida de Goiânia fazem parte dos polos de desenvolvimento econômico e imobiliário

Por Bruna Martins Fontes
Edição 167 - Junho/2015

DIVULGAÇÃO: PREFEITURA DE GOIÂNIA
Setor Bueno, uma das regiões mais valorizadas de Goiânia

Tradicional no setor agropecuário, Goiás vem ganhando destaque nos últimos anos pelo avanço de polos industriais. O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado cresceu 1,8% em 2014, um patamar bem acima do resultado nacional consolidado de 0,1%, aponta o Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos. A expansão da economia goiana foi puxada pelo bom desempenho do setor de serviços - com alta de 2,6%, impulsionada principalmente pelo transporte de cargas - e pela indústria, que cresceu 1,5%. O agronegócio, por sua vez, recuou 2,1%, afetado pela seca. 'A recente vinda de fábricas para o Estado tem contribuído bastante para aumentar a renda na região de Goiânia', afirma Renato Correia, presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO).

O crescimento e a transformação da atividade econômica em Goiás vem criando uma nova demanda imobiliária, composta por galpões logísticos para abrigar a produção das novas indústrias, além de habitações econômicas para trabalhadores dessas indústrias e jovens com renda que procuram deixar a casa dos pais. No ano passado, o setor de construção civil em Goiás cresceu 3,8%, mais que o dobro da economia estadual, graças aos empreendimentos residenciais e comerciais lançados e a obras de infraestrutura, como a duplicação das rodovias BR-050 e GO-020 e a Ferrovia Norte-Sul. O investimento na malha de transportes é parte de um projeto do Governo Estadual para transformar o distrito agroindustrial de Anápolis, localizado a 54 km de Goiânia, em um centro de serviços de logística de alcance nacional. A cidade, que já abriga o Porto Seco Centro-Oeste, agora é a sede da Plataforma Logística Multimodal de Goiás, um complexo de centros de distribuição e armazenamento interligado às malhas rodoviária, ferroviária e aeroportuária para se integrar às principais rotas do País. A conclusão das obras está prevista para 2023. 'Até 2030, haverá mais de 70 mil indústrias instaladas no eixo Goiânia-Brasília, o que torna esse segmento de galpões e armazéns bastante interessante', diz Carlos Alberto Moura, presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado (Sinduscon-GO). 'Há muitas oportunidades para investir em galpões logísticos. O empreendedor local ainda não tem muita expertise nessa área, então pode ser um nicho interessante para novos players', complementa Correia, da Ademi-GO.

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